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Na Mira

Golpistas levam R$ 1,6 milhão com fraude bancária via internet

Cerca de R$ 1,6 milhão foram subtraídos da conta de um ente público. PF cumpriu mandados de busca e apreensão

24/07/2024 08:47, atualizado 24/07/2024 08:48
Foto: divulgação PF
Operação da PF contra fraude bancária em Aparecida de Goiânia, Goiás

A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quarta-feira (24/7), em Montes Claros (MG) e em Itajaí (SC), mandados de busca e apreensão e 193 ordens judiciais de sequestro de bens e valores contra criminosos responsáveis por fraudes bancárias pela internet.

Cerca de R$ 1,6 milhão foram subtraídos da conta bancária de um ente público por meio de quitação de boletos e transferências bancárias junto à Caixa Econômica Federal na cidade de Montes Claros.

As medidas judiciais foram cumpridas na cidade de Itajaí contra os chefes da quadrilha.

As investigações revelaram que, por meio da invasão de contas bancárias, foram efetuadas centenas de operações de transferências e pagamentos de boletos destinando o valor furtado de forma fracionada para cerca de 200 pessoas, em sua maioria, utilizadas como contas de passagem.

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Os trabalhos policiais permitiram identificar os principais articuladores das fraudes, que responderão pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro.

Embora os fatos investigados se remontem à conta bancária em agência da Caixa em Montes Claros, os envolvidos são dos estados de Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e do Distrito Federal.

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Entenda o caso

Em 2020 a página da internet da Caixa, disponibilizada para movimentações bancárias de prefeituras municipais, sofreu um ataque cibernético.

As investigações iniciaram após denúncia da CEF de que 150 contas bancárias de titularidade de 40 prefeituras de diversas regiões do país haviam sido invadidas. A Caixa suportou o prejuízo, ressarcindo as prefeituras.

Somente na região do Norte de Minas Gerais, duas prefeituras tiveram suas contas bancárias invadidas e foram subtraídos cerca de R$ 2 milhões. A Polícia Federal indiciou os autores.