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Golpe no golpista: “Playboy da batida” foi vítima de estelionato no DF

O empresário Glauber Henrique Lucas de Oliveira faturou alto simulando batidas para receber o seguro, mas registrou B.O. quando levou golpe

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Homem vestido de árabe
1 de 1 Homem vestido de árabe - Foto: Reprodução

Preso temporariamente no âmbito da Operação Coiote, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que desbaratou um esquema criminoso responsável por simular acidentes de trânsito e destruir carros de luxo a fim de receber altos valores de indenização pagos por seguradoras, o empresário Glauber Henrique Lucas de Oliveira faturou alto com os golpes, mas não admite ser “passado para trás”.

O suspeito de integrar a organização criminosa, que desde 2015 faturou R$ 2 milhões após simular 12 acidentes e destruir 25 veículos de luxo de montadoras como Porsche, Audi, BMW, Mercedes e Volvo, registrou pelo menos duas ocorrências na PCDF em que figura como vítima. Em uma delas, Glauber alega que, em abril deste ano, fizeram três compras utilizando o cartão de crédito dele, totalizando R$ 261. Os valores não haviam sido reconhecidos pelo “playboy da batida”.

Em outro caso, ocorrido em abril do ano passado, o empresário que liderava o esquema para embolsar os valores dos seguros registrou outra ocorrência de estelionato, mas novamente “provou do próprio veneno”. Glauber levou prejuízo ao ter dados clonados em um programa de milhas usado para abater valores de passagens aéreas. No golpe, terceiros usaram os pontos do empresário para compra de passagens. Mesmo após o registro de ocorrência, o playboy da batida não recebeu os pontos de volta.

Veja imagens registradas pelo empresário preso pela PCDF:

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Ele integrava um esquema criminoso responsável por simular acidentes de trânsito e destruir carros de luxo para receber altos valores de indenização pagos por seguradoras
O suspeito de integrar a organização criminosa, desde 2015 faturou R$ 2 milhões simulando 12 acidentes ao destruir 25 veículos de luxo de montadoras como Porsche, Audi, BMW, Mercedes e Volvo
Estruturado, o grupo criminoso era formado por um empresário, uma advogada, um ex-policial militar do DF, a mulher do PM e outros dois integrantes
A cada ação, há diminuição de simulações de acidente em Brasília, o que reduz o risco das seguradoras e, consequentemente, o preço do seguro do brasiliense”, disse o delegado-chefe da 18ª DP, Fernando Cocito
Glauber Henrique foi preso temporariamente no âmbito da Operação Coiote
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Glauber Henrique foi preso temporariamente no âmbito da Operação Coiote

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Ele integrava um esquema criminoso responsável por simular acidentes de trânsito e destruir carros de luxo para receber altos valores de indenização pagos por seguradoras
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Ele integrava um esquema criminoso responsável por simular acidentes de trânsito e destruir carros de luxo para receber altos valores de indenização pagos por seguradoras

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O suspeito de integrar a organização criminosa, desde 2015 faturou R$ 2 milhões simulando 12 acidentes ao destruir 25 veículos de luxo de montadoras como Porsche, Audi, BMW, Mercedes e Volvo

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Estruturado, o grupo criminoso era formado por um empresário, uma advogada, um ex-policial militar do DF, a mulher do PM e outros dois integrantes

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A cada ação, há diminuição de simulações de acidente em Brasília, o que reduz o risco das seguradoras e, consequentemente, o preço do seguro do brasiliense”, disse o delegado-chefe da 18ª DP, Fernando Cocito
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A cada ação, há diminuição de simulações de acidente em Brasília, o que reduz o risco das seguradoras e, consequentemente, o preço do seguro do brasiliense”, disse o delegado-chefe da 18ª DP, Fernando Cocito

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Organização criminosa

Nas primeiras horas dessa segunda-feira (18/9), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desencadeou megaoperação para desmantelar organização criminosa especializada em simular acidentes de trânsito e destruir carros de luxo para receber altos valores de indenização pagos por seguradoras.

Estruturado, o grupo criminoso era formado por um empresário, uma advogada, um ex-policial militar do DF, a mulher do PM e outros dois integrantes. O bando, de acordo com as investigações, faturou pelo menos R$ 2 milhões forjando acidentes violentos, com perda total dos veículos, para embolsar o dinheiro do seguro.

Outro “cabeça” da organização criminosa é o ex-policial militar Rosemberg de Freitas Silva. Ele foi expulso da PMDF por causa da emissão de 150 cheques sem fundos. Os veículos em nome do ex-militar chamam a atenção pelos altos valores. A coluna apurou que Rosemberg é dono de duas Porsches Cayenne, uma moto BMW R1250 e outra Honda PCX, além de três carros de menor valor, como um Honda Fit e um Hyundai HB20.

“Esta é quinta operação da PCDF contra fraudes no recebimento de indenização de seguro de veículos. A cada ação, há diminuição de simulações de acidente em Brasília, o que reduz o risco das seguradoras e, consequentemente, o preço do seguro do brasiliense”, disse o delegado-chefe da 18ª DP, Fernando Cocito.

Veja carro destruídos pelos playboys da batida:

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Fábrica de acidentes

A organização criminosa tinha um modus operandi definido no momento de comprar um determinado carro, circular com ele por alguns meses e depois planejar a colisão. As batidas sempre ocorriam em locais ermos e escuros, para dificultar a presença de testemunhas. Os integrantes do esquema adquiriam veículos importados de certo tempo de uso e de difícil comercialização, alguns ainda avariados.

Os investigadores descobriram que os veículos eram consertados e, logo depois, os criminosos contratavam seguros, sempre com valor de indenização correspondente a 100% da tabela Fipe, muito superior ao valor de aquisição e conserto dos carros. Para driblar o mercado segurador e dificultar a descoberta de vínculos criminosos, o bando se revezava na condição de proprietário, contratante do seguro, condutor, terceiro envolvido no acidente e recebedor da indenização, às vezes via procuração.

Da mesma forma, para dificultar a apuração policial, os membros da organização criminosa registravam as ocorrências dos acidentes por meio da Delegacia Eletrônica, afastando questionamentos da polícia judiciária sobre as circunstâncias dos supostos acidentes. Em seguida, o bando dava entrada no processo para o recebimento da indenização do seguro, sempre com base na tabela Fipe.

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