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Fim da farsa: preso por roubos no DF usava identidade do irmão
Antônio Carlos da Silva usava identidade do irmão para enganar autoridades; ele era procurado por pelo menos três assaltos em Ceilândia
atualizado
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Um homem identificado como Antônio Carlos da Silva (foto em destaque), 45 anos, foi preso nessa segunda-feira (8/6) após ser apontado como autor de diversos roubos em Ceilândia (DF). Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ele utilizava a identidade do próprio irmão para tentar escapar da Justiça.
A prisão foi realizada por agentes da 19ª Delegacia de Polícia (Setor P Norte), por meio da Seção de Investigação de Crimes Violentos (SICVIO), durante a Operação Heterônimo.
As investigações duraram cerca de três meses e resultaram no cumprimento de um mandado de prisão contra Antônio. De acordo com a PCDF, ele conseguiu emitir uma carteira de identidade usando os dados do irmão, de 47 anos.
Com o documento, Antônio chegou a se identificar com o nome do familiar ao ser preso em flagrante no início deste ano. Desde então, estava preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) sob a identidade falsa, enquanto o mandado de prisão expedido em seu verdadeiro nome permanecia em aberto.
Durante as apurações, o homem foi reconhecido em pelo menos três roubos. Ele também estava foragido desde dezembro de 2025.
A corporação informou que, diante das dúvidas sobre sua identificação, foi solicitada a transferência de Antônio para a realização de novos procedimentos. Após a realização de exames papiloscópicos foi confirmado que ele era, de fato, Antônio Carlos da Silva.
Segundo a polícia, mesmo diante das diligências, o preso continuou se identificando como o irmão, em uma tentativa de ocultar a própria identidade e evitar as consequências de seu histórico criminal.
Dados do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apontam que Antônio, conhecido como “Antônio da Faca”, cumpria pena em regime semiaberto e ainda tinha 19 anos, 3 meses e 18 dias a cumprir.
Além do cumprimento do mandado de prisão, a autoridade policial determinou o registro de uma nova ocorrência por falsidade ideológica.
Após os procedimentos, Antônio foi recolhido à carceragem da PCDF e permanece à disposição da Justiça.