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Filho deixa mãe idosa em meio a fezes e sangue para ficar com herança

Idosa com Alzheimer era deixada em casa, suja, machucada e sem comida ou remédios. Policiais a acharam desorientada em rua da 406 Sul

atualizado

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Homem mantinha mãe idosa em meio a fezes e sangue por herança
1 de 1 Homem mantinha mãe idosa em meio a fezes e sangue por herança - Foto: Arte/Metrópoles

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, na manhã desta terça-feira (29/7), um homem de 54 anos investigado por manter a própria mãe, uma idosa de 75 anos, em situação de abandono extremo, dentro de um apartamento na Asa Sul.

O local estava tomado por sujeira, mau cheiro, manchas de sangue no chão e não tinha qualquer alimento ou medicamento para a vítima. A idosa, diagnosticada com Alzheimer em estágio avançado, foi achada por policiais militares enquanto estava desorientada na rua.

Ela caminhava sozinha pela 406 Sul, descalça, suja, com um tipoia rasgada no braço e um corte profundo no pé. Ao ser abordada, a vítima não conseguiu explicar o que fazia na rua nem onde morava. Porém, o zelador do prédio dela a reconheceu e informou à polícia o número do apartamento da idosa.

Filho deixa mãe idosa em meio a fezes e sangue para ficar com herança - destaque galeria
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Vítima tem Alzheimer e foi resgatada após ser achada desorientada na rua
Polícia apreendeu mais de R$ 100 mil com Cláudio, filho da vítima e acusado de cometer maus-tratos contra ela
Mulher de 75 anos não contava com cuidados básicos dentro do próprio apartamento
Operação Curare, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), combate abandono e maus-tratos contra idosos
Cláudio de Souza Cavalcante foi preso por manter mãe idosa em condições degradantes na Asa Sul
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Cláudio de Souza Cavalcante foi preso por manter mãe idosa em condições degradantes na Asa Sul

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Vítima tem Alzheimer e foi resgatada após ser achada desorientada na rua
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Vítima tem Alzheimer e foi resgatada após ser achada desorientada na rua

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Polícia apreendeu mais de R$ 100 mil com Cláudio, filho da vítima e acusado de cometer maus-tratos contra ela
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Polícia apreendeu mais de R$ 100 mil com Cláudio, filho da vítima e acusado de cometer maus-tratos contra ela

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Mulher de 75 anos não contava com cuidados básicos dentro do próprio apartamento
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Mulher de 75 anos não contava com cuidados básicos dentro do próprio apartamento

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Operação Curare, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), combate abandono e maus-tratos contra idosos
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Operação Curare, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), combate abandono e maus-tratos contra idosos

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O filho da vítima, identificado como Cláudio de Souza Cavalcante, acabou preso preventivamente, durante a Operação Curare, da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação (Decrin). Ele também foi autuado em flagrante por diversos crimes previstos no Estatuto do Idoso e na Lei Maria da Penha.

Cárcere privado

Dentro do apartamento, os policiais sentiram um forte odor de urina, encontraram fezes de animais pelo chão e perceberam que a idosa estava “visivelmente maltratada”.

Cláudio morava com a mãe e confessou que a trancava em casa quando saía, além de não demonstrar preocupação em levá-la ao hospital, devido ao corte no pé da vítima – atribuído a uma mordida de cachorro.

Ainda segundo a investigação, Cláudio se apropriava de valores da herança da avó, mãe da vítima, que morreu recentemente, aos 99 anos. Durante a operação, a polícia encontrou mais de R$ 100 mil em espécie escondidos em envelopes dentro do quarto dele.

A vítima foi socorrida e levada para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de São Sebastião. No endereço, segundo os policiais, ela chorou ao ouvir que receberia os cuidados necessários. A mãe também estava sem os remédios prescritos para o quadro de saúde dela e tinha uma receita médica recente, mas com medicamentos não comprados.

Cláudio foi conduzido até a carceragem da PCDF e deve responder pelos crimes de omissão de socorro, abandono de incapaz, exposição a perigo, apropriação de bens da mãe e violência psicológica.

Somadas, as penas podem chegar a 13 anos e 6 meses de reclusão, em caso de condenação. A PCDF acrescentou que Cláudio já era investigado por maus-tratos contra a avó, que morava no mesmo apartamento que eles até junho último, quando morreu.

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