Na Mira

Faraó dos Bitcoins enganou até irmã de ex-presidente do STF

A terapeuta Elda Barbosa é irmã de Joaquim Barbosa e indicou a empresa do Faraó a, pelo menos, uma de suas pacientes

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução
Glaidson Acácio dos Santos
1 de 1 Glaidson Acácio dos Santos - Foto: Reprodução

Após amargar prejuízo de R$ 62 mil, uma mulher de 39 anos denunciou à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) ter caído no esquema de pirâmide financeira liderado pelo ex-garçom Glaidson Acácio dos Santos (foto principal), conhecido como o Faraó dos Bitcoins. Ela conta que durante uma sessão de terapia foi convencida por sua psicóloga a investir na criptomoeda.

A terapeuta Elda Barbosa Gomes é irmã do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa. Segundo a vítima contou à polícia, ela confiou que o vínculo com um respeitado ex-ministro do STF seria um sinal de credibilidade para o negócio que, logo depois, mostrou-se furado. Elda ainda não figura como investigada pela corporação brasiliense.

Formada em gestão pública, a moradora do Distrito Federal que aceitou a dica de sua psicóloga para investir dinheiro em pirâmide financeira é mais uma vítima entre os milhares de investidores da GAS Consultoria, empresa do Faraó e alvo da Polícia Federal. Ela pediu para manter o nome em sigilo porque tem medo de retaliações.

A mulher relatou que o convite de Elda teria sido feito tanto durante conversas nas consultas quanto por meio de mensagens de texto. Usar as sessões para tentar fazer negócio configura prática que contraria o código de ética da psicologia.

Em ocorrência registrada na PCDF, a denunciante detalhou que a terapeuta Elda teria passado o contato de uma pastora evangélica e de representantes da GAS. A pastora era representante comercial da empresa do Faraó, agora na mira da polícia. Elda também é pastora.

“Confiei em investir porque sabia que ela era irmã de um ministro do STF e, em tese, não se envolveria com nada errado. Marquei com a consultora que ela indicou. Na ocasião, essa profissional me explicou as condições e parecia se tratar de um negócio honesto. A Elda, inclusive, disse que já investia e o lucro era certo. Saquei todo o meu FGTS, no valor de R$ 62 mil, e apliquei. A promessa era um rendimento mensal de 10%”, detalhou a mulher.

Após a operação da PF, a vítima se deu conta de que caíra num golpe e registrou ocorrência na PCDF.

Contrato de investimento

Em denúncia feita à Justiça, o Ministério Público Federal (MPF) aponta que os representantes da GAS ofereciam uma espécie de contrato de investimento coletivo denominado “Contrato de Prestação de Serviços para Investimento em Bitcoin – moeda criptografada”, por meio do qual assegurariam aos investidores o rendimento bruto mensal de 10% sobre o valor investido por um prazo determinado mediante “aplicação de dinheiro brasileiro em mercado financeiro da moeda criptografada denominada Bitcoin”.

A coluna tentou contato com Elda Barbosa por dois dias, mas as solicitações não foram atendidas. O espaço segue aberto para manifestação.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?