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Falso ritual: homem usa “incorporação” para abusar de sobrinha no DF

Um homem de 44 anos foi preso em flagrante pela PMDF após utilizar pretextos religiosos para molestar a própria sobrinha, de 17 anos

atualizado

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Sombra de mão - Metrópoles
1 de 1 Sombra de mão - Metrópoles - Foto: Getty Images

Um cenário que deveria ser de fé e acolhimento transformou-se em um pesadelo de violência sexual na Quadra 18 de Sobradinho I.

Um homem de 44 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) após utilizar pretextos religiosos para molestar a própria sobrinha, uma adolescente de 17 anos, e tentar coagir a filha a participar do ato degradante.

A ocorrência, registrada na 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho), revela detalhes de um crime cometido mediante manipulação psicológica e abuso de autoridade familiar.

Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito, que se identifica como praticante de Umbanda e se diz médium, alegou ter incorporado as entidades espirituais Exu e Maria Padilha.

Sob o pretexto de realizar um “trabalho espiritual”, ele ordenou que a sobrinha entrasse nua no banheiro para um banho ritualístico.

Dentro do cômodo, o homem teria passado as mãos nos seios e nas pernas da menor de idade, além de despejar leite de vaca sobre o corpo da vítima, afirmando que o ato era uma exigência das entidades.

Reação e Denúncia

A barbárie só não se estendeu à filha do suspeito, uma jovem maior de idade, porque ela se recusou a cumprir a ordem do pai. O homem exigia que ela também ficasse nua e se juntasse à prima no banheiro.

Diante da negativa e da percepção do crime que ocorria, a filha reagiu e acionou imediatamente o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).

Ao chegarem à residência, os policiais encontraram as vítimas em estado de choque. O homem não ofereceu resistência à prisão. Apesar da alegação de “amnésia espiritual”, o delegado de plantão autuou o indivíduo em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável.

A polícia destaca que a justificativa de incorporação não possui qualquer valor excludente de ilicitude no Código Penal Brasileiro.

O infrator, que não possuía antecedentes criminais até então, agora enfrenta uma pena que pode variar de 8 a 15 anos de reclusão. Ele permanece preso e aguarda a audiência de custódia.

Outras Vítimas

A Polícia Civil do DF mantém as investigações abertas para apurar se o homem utilizou o mesmo modus operandi com outras pessoas.

Como ele realizava “consultas” espirituais regularmente em sua residência, as autoridades acreditam que novas denúncias podem surgir após a divulgação de sua prisão.

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