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Na Mira

Faccionado aliado da "Turbinada do Comboio" está na lista da Interpol. Veja vídeo

Operação da Draco tem como alvo desmantelar rede de fornecedores da facção Comboio do Cão e bloquear patrimônio milionário dos criminosos

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Imagem cedida ao Metrópoles
Faccionado aliado da “Turbinada do Comboio” está na lista da Interpol

Após a deflagração da Operação Fornitori, nesta quinta-feira (18/6), coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor), a Polícia Civil divulgou a identidade de um dos foragidos. Fernando Pereira de Lima, conhecido como “Xarope”, está na lista da Interpol e segue foragido. A coluna Na Mira apurou que duas integrantes da organização criminosa mantiveram relacionamento amoro com “Xarope”.

Imagem da Operação Fornitori: 

Com apoio da 4ª Promotoria de Entorpecentes do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a ação é uma ofensiva voltada a atingir os braços financeiro e logístico da facção criminosa Comboio do Cão (CDC). O foco da operação são fornecedores responsáveis pelo transporte e distribuição de grandes cargas de entorpecentes, além do grupo encarregado de ocultar e lavar os valores obtidos com o tráfico.

Esses fornecedores (operadores) eram divididos em dois núcleos liderados por duas chefias fortes: um deles é o Xarope e o outro é o Chaves, identificado como Alexandre de Lima Silva. Este último é considerado um dos maiores traficantes de Brasília. Ele foi preso em dezembro de 2025, em Redenção (PA), em ação conjunta entre a PCDF e a Polícia Civil paraense.

Foragido desde 2008, Chaves havia sido condenado a mais de 30 anos de prisão por triplo homicídio, mas seguia exercendo influência sobre o tráfico mesmo fora da capital federal.

Prisões e apreensões

Dos 15 mandados de prisão temporária expedidos, 12 foram cumpridos. Entre os presos, estão cinco mulheres. Além das prisões e buscas, a Justiça autorizou o sequestro de imóveis e veículos no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo, bem como o bloqueio de contas bancárias de cerca R$ 15 milhões (referente a cada um dos investigados). Também foram quebrados os sigilos fiscal e financeiro de pessoas físicas e jurídicas relacionadas à organização.

As diligências ocorreram em Taguatinga, Ceilândia e Recanto das Emas (DF); Novo Gama, Caldas Novas, Anápolis e Abadiânia (GO); e Campo Grande e Bela Vista (MS).

Estrutura organizada

As investigações, conduzidas pela Draco desde 2023, apontam para uma organização criminosa estruturada. Ao todo, o grupo teria comercializado cerca de sete toneladas de drogas. Nesse ano, foi realizada uma grande apreensão de maconha transportada em um caminhão pipa lotado de drogas.

Segundo a apuração, uma liderança histórica do tráfico no DF (Chaves) comandava o esquema à distância, utilizando identidades falsas e intermediários para reduzir a exposição e dificultar a ação das autoridades.

O abastecimento de drogas era realizado por um núcleo instalado em regiões de fronteira, enquanto operadores no Distrito Federal e no Entorno eram responsáveis pelo armazenamento, fracionamento e distribuição dos entorpecentes.

As investigações também revelaram um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro. Empresas de fachada, imóveis e veículos de luxo registrados em nome de terceiros eram utilizados para ocultar o patrimônio acumulado.

A movimentação financeira incluía ainda contas bancárias de familiares e de pessoas interpostas, usadas para pulverizar recursos provenientes do tráfico. A ostentação de embarcações e veículos de alto padrão, incompatíveis com a renda declarada dos investigados, reforçou os indícios de ocultação patrimonial. Como no caso de Francyara da Silva, conhecida como “Turbinada do Comboio” (foto abaixo), esposa de um dos operadores que vendia cocaína para o Xarope.

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Ela é investigada pela PCDF
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Os investigados poderão responder por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de capitais. As penas previstas para os crimes, somadas, podem ultrapassar 40 anos de prisão.