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Extorsão, tortura e cassetete: dupla ligada a advogada e PM é presa. Veja vídeo
Quadrilha liderada por advogada e PM de Goiás atuava com agiotagem e extorsão. Vítimas eram torturadas com cassetete e taco de beisebol
atualizado
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A Polícia Civil de Goiás prendeu, nessa quarta-feira (15/4), dois foragidos ligados à quadrilha da advogada Tatiane Meireles e do marido, o policial militar Hebert Póvoa. O casal, preso em novembro de 2025, é investigado por um esquema de agiotagem, lavagem de dinheiro e extorsão. O grupo torturava as vítimas e as agredia com cassetete e taco de beisebol. Os nomes dos presos não foram divulgados.
Assista:
“Aqui no Goiás você vai aprender como funciona”
As imagens mostram como o casal agia na hora de cobrar as dívidas. De acordo com a Polícia Civil, Tatiane Meireles, além de oferecer suporte jurídico para “blindar” a quadrilha, teria participado diretamente das cobranças, agindo com violência.
Em uma gravação, uma das vítima que é agredida e torturada estava agachada no chão, resmungando de dor, chorando e sussurrando “Aí”. Um homem o agrediu diz: “Tira da casa dos outros. Aqui no Goiás você vai aprender como funciona”.
O agressor chutou a vítima e ordenou: “Levanta! Cola aqui até às 9 da noite.”
A vítima respondeu: “Eu não sei onde está a lente do meu óculos. Não consigo enxergar.” O agressor retrucou: “Então vai morrer atropelado.” Quando a vítima finalmente localizou a lente, a advogada gritou: “Levanta! Levanta o braço, porra!” e partiu para o ataque.
Entenda o caso:
- O casal e outros quatro investigados foram presos em 28 de novembro de 2025por policiais civis da 5ª Delegacia Regional de Luziânia (GO), no Entorno do Distrito Federal.
- No total, três deles são policiais militares de Luziânia. O grupo atuava como uma organização criminosa estruturada.
- Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes recolheram diversas armas e cerca de R$ 10 mil em espécie.
- Em março, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspendeu a inscrição da advogada Tatiane Meireles. A OAB-GO disse que se trata de uma suspensão preventiva pelo prazo de 90 dias.
Imagens:
Dinheiro abençoado
Em um vídeo obtido pelo Metrópoles, o casal aparece agradecendo e pedindo que o dinheiro, fruto das cobranças violentas, fosse “multiplicado”. Tatiane conduz a reza enquanto o sargento acompanha em silêncio com as mãos sobre o montante.
A advogada diz: “O Senhor nos faz grande e que todos tenham gratidão, e que o dinheiro retorne para nós. Um dinheiro abençoado… e que estamos abençoando essas pessoas. Pedimos a Deus que multiplique esse dinheiro. Pedimos ao Pai amado que nós possamos multiplicar esse dinheiro.”
Veja:
A coluna Na Mira tenta localizar a defesa dos envolvidos citados. O espaço segue aberto para manifestações.












