Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Na Mira

Extorsão, tortura e cassetete: dupla ligada a advogada e PM é presa.

Quadrilha liderada por advogada e PM de Goiás atuava com agiotagem e extorsão. Vítimas eram torturadas com cassetete e taco de beisebol

16/04/2026 08:44, atualizado 17/04/2026 06:57
Imagem cedida ao Metrópoles
Extorsão, tortura e cassetete: dupla ligada a advogada e PM é presa

A Polícia Civil de Goiás prendeu, nessa quarta-feira (15/4), dois foragidos ligados à quadrilha da advogada Tatiane Meireles e do marido, o policial militar Hebert Póvoa. O casal, preso em novembro de 2025, é investigado por um esquema de agiotagem, lavagem de dinheiro e extorsão. O grupo torturava as vítimas e as agredia com cassetete e taco de beisebol. Os nomes dos presos não foram divulgados. 

Assista: 

“Aqui no Goiás você vai aprender como funciona”

As imagens mostram como o casal agia na hora de cobrar as dívidas. De acordo com a Polícia Civil, Tatiane Meireles, além de oferecer suporte jurídico para “blindar” a quadrilha, teria participado diretamente das cobranças, agindo com violência.

Em uma gravação, uma das vítima que é agredida e torturada estava agachada no chão, resmungando de dor, chorando e sussurrando “Aí”. Um homem o agrediu diz: “Tira da casa dos outros. Aqui no Goiás você vai aprender como funciona”.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
O agressor chutou a vítima e ordenou: “Levanta! Cola aqui até às 9 da noite.”

A vítima respondeu: “Eu não sei onde está a lente do meu óculos. Não consigo enxergar.” O agressor retrucou: “Então vai morrer atropelado.” Quando a vítima finalmente localizou a lente, a advogada gritou: “Levanta! Levanta o braço, porra!” e partiu para o ataque.

Novas prisões

As investigações conduzidas pelo Grupo de Investigação de Homicídios apuraram que os dois presos nessa quarta-feira atuavam diretamente na arrecadação de valores provenientes das extorsões praticadas pela organização criminosa. Eles eram responsáveis pelo recolhimento dos montantes e pelo repasse imediato ao líder do grupo, que se apresentava como “Pablo”.

Foi apurado que a organização criminosa movimentava semanalmente valores estimados entre R$ 50 mil e R$ 90 mil, oriundos das cobranças ilícitas realizadas contra as vítimas.

Com a prisão desses dois últimos integrantes, a Operação Mão de Ferro totaliza nove pessoas presas, todas supostamente vinculadas à organização criminosa autodenominada “Firma”, além do bloqueio judicial de valores que somam milhões de reais nas contas dos investigados.

Imagens das prisões:

Extorsão, tortura e cassetete: dupla ligada a advogada e PM é presa - destaque galeria
3 imagens
Os dois foragidos que foram presos
Extorsão, tortura e cassetete: dupla ligada a advogada e PM é presa - imagem 3
Extorsão, tortura e cassetete: dupla ligada a advogada e PM é presa - imagem 1
1 de 3

Material cedido ao Metrópoles
Os dois foragidos que foram presos
2 de 3

Os dois foragidos que foram presos

Material cedido ao Metrópoles
Extorsão, tortura e cassetete: dupla ligada a advogada e PM é presa - imagem 3
3 de 3

Material cedido ao Metrópoles

Entenda o caso:

  • O casal e outros quatro investigados foram presos em 28 de novembro de 2025por policiais civis da 5ª Delegacia Regional de Luziânia (GO), no Entorno do Distrito Federal.
  • No total, três deles são policiais militares de Luziânia. O grupo atuava como uma organização criminosa estruturada.
  • Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes recolheram diversas armas e cerca de R$ 10 mil em espécie.
  • Em março, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspendeu a inscrição da advogada Tatiane Meireles. A OAB-GO disse que se trata de uma suspensão preventiva pelo prazo de 90 dias.

Fotos do policial e da advogada:

Extorsão, tortura e cassetete: dupla ligada a advogada e PM é presa - destaque galeria
6 imagens
Segundo a denúncia, o policial e a esposa dele torturavam e agrediam vítimas
Herbert Póvoa é policial militar e foi preso em uma operação da PCGO nessa sexta-feira (28/11)
Tatiane e Hebert eram casados e publicavam a rotina nas redes sociais
O casal e outros quatro investigados foram presos nessa sexta-feira (28/11) por policiais civis da 5ª Delegacia Regional de Luziânia
O casal e outros quatro investigados foram presos nessa sexta-feira (28/11) por policiais civis da 5ª Delegacia Regional de Luziânia
Policial Militar de Luziânia foi preso suspeito de liderar um esquema de extorsão
1 de 6

Policial Militar de Luziânia foi preso suspeito de liderar um esquema de extorsão

Reprodução / Redes sociais
Segundo a denúncia, o policial e a esposa dele torturavam e agrediam vítimas
2 de 6

Segundo a denúncia, o policial e a esposa dele torturavam e agrediam vítimas

Reprodução / Redes sociais
Herbert Póvoa é policial militar e foi preso em uma operação da PCGO nessa sexta-feira (28/11)
3 de 6

Herbert Póvoa é policial militar e foi preso em uma operação da PCGO nessa sexta-feira (28/11)

Reprodução / Redes sociais
Tatiane e Hebert eram casados e publicavam a rotina nas redes sociais
4 de 6

Tatiane e Hebert eram casados e publicavam a rotina nas redes sociais

Reprodução / Redes sociais
O casal e outros quatro investigados foram presos nessa sexta-feira (28/11) por policiais civis da 5ª Delegacia Regional de Luziânia
5 de 6

O casal e outros quatro investigados foram presos nessa sexta-feira (28/11) por policiais civis da 5ª Delegacia Regional de Luziânia

Reprodução / Redes sociais
O casal e outros quatro investigados foram presos nessa sexta-feira (28/11) por policiais civis da 5ª Delegacia Regional de Luziânia
6 de 6

O casal e outros quatro investigados foram presos nessa sexta-feira (28/11) por policiais civis da 5ª Delegacia Regional de Luziânia

Reprodução / Redes sociais

Dinheiro abençoado

Em um vídeo obtido pelo Metrópoles, o casal aparece agradecendo e pedindo que o dinheiro, fruto das cobranças violentas, fosse “multiplicado”. Tatiane conduz a reza enquanto o sargento acompanha em silêncio com as mãos sobre o montante.

A advogada diz: “O Senhor nos faz grande e que todos tenham gratidão, e que o dinheiro retorne para nós. Um dinheiro abençoado… e que estamos abençoando essas pessoas. Pedimos a Deus que multiplique esse dinheiro. Pedimos ao Pai amado que nós possamos multiplicar esse dinheiro.”

Veja: 

A coluna Na Mira tenta localizar a defesa dos envolvidos citados. O espaço segue aberto para manifestações.