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Na Mira

Entregadores de app são presos por promover algazarra em restaurantes

Grupo de motociclistas usava aplicativo de mensagens para organizar ações de tumulto e intimidação contra rede de restaurante no DF

23/06/2026 07:28, atualizado 23/06/2026 07:32
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Getty Images
imagem genérica de algema

Um grupo criminoso composto em sua maioria por entregadores de aplicativo foi preso, nesta terça-feira (23/6), por utilizar grupos de mensagens para organizar os chamados “bololôs”. A ação tinha objetivo de promover perturbação da ordem pública, intimidação coletiva, tumulto e possíveis atos de vandalismo contra o restaurante Feijoada do Imperador, que possui unidades em Águas Claras, Vicente Pires e Cruzeiro.

Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o grupo utilizava aplicativos de mensagens para combinar encontros e deslocamentos em massa para diferentes regiões.

As ações foram identificadas pelo serviço de inteligência da corporação, que passou a monitorar as movimentações dos integrantes. Com base nas informações obtidas, equipes policiais realizaram ações preventivas e abordagens nas regiões de Águas Claras, Vicente Pires e Cruzeiro.

Durante a operação no Cruzeiro, parte dos motociclistas tentou fugir ao ver as viaturas, e dois suspeitos foram presos. Eles foram levados à Polícia Civil do Distrito Federal e autuados por associação criminosa.

Um dos autores também foi autuado por adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Segundo as investigações, uma das motos estava sem placa, que foi encontrada dentro de uma bag usada pelo condutor.

Os celulares apreendidos foram recolhidos e permanecem à disposição da Justiça, podendo ser submetidos a extração e análise de dados mediante autorização judicial, diante dos indícios de uso de aplicativos para organizar e coordenar as ações.

Segundo o delegado e plantonista da 5ª DP Sérgio Bautzer, o chamado “bololô” consiste na mobilização coordenada de dezenas de motociclistas para perturbar a tranquilidade de pessoas ou estabelecimentos comerciais específicos.

“Normalmente, os participantes se organizam por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais para comparecer em grande número a determinado local, promovendo algazarra, intimidação coletiva, tumulto e, em algumas situações, atos de vandalismo ou depredação”, disse o delegado.

Ainda segundo ele, a prática pode causar “prejuízos ao patrimônio, comprometer a ordem pública e afetar diretamente a sensação de segurança da população”.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e esclarecer a atuação do grupo.