Eleitora se recusa a deixar urna, morde policial e acaba algemada em escola
Polícia Militar foi acionada pelos mesários da seção para realizar a evacuação da cabine. A mulher prestou depoimento no início da noite
04/10/2026 18:20, atualizado 04/10/2026 18:30

Uma confusão na Seção Eleitoral da Escola Estadual Professor Antônio Fachada, no bairro Jardim Leporace, mobilizou a Polícia Militar de São Paulo (PMSP) e assustou eleitores na tarde deste domingo (4/10), em Franca (SP). Uma mulher de 30 anos recusou-se a deixar a cabine de votação após registrar seu voto e precisou ser contida e algemada pelos agentes.
A principal suspeita — ainda sob apuração formal das autoridades — é de que a eleitora tenha digitado o número do candidato incorretamente na urna eletrônica. Ao notar o erro, ela teria exigido uma nova tentativa, recusando-se a abandonar a sala.

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Ver todasA Polícia Militar foi acionada pelos mesários da seção para realizar a evacuação da cabine. Durante a tentativa de abordagem e desocupação do espaço, a mulher reagiu e mordeu uma das policiais militares que participavam da ação.
Gravação em vídeo
Um eleitor que aguardava na fila da mesma seção registrou em vídeo todo o momento da abordagem. As imagens mostram os policiais militares tentando dialogar com a mulher, que resiste física e verbalmente, até ser imobilizada no chão, algemada e conduzida para fora do estabelecimento de ensino.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA ocorrência foi encaminhada e apresentada na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Franca. A mulher prestou depoimento no início da noite e foi liberada em seguida. Inicialmente autuada por desacato e desobediência, a eleitora agora também deve responder pelo crime de lesão corporal, em virtude da agressão à policial militar.
O advogado de defesa da mulher declarou que sua cliente sofreu um episódio de instabilidade emocional no momento da votação. Segundo o defensor, a eleitora estaria em quadro de surto psicótico, o que teria motivado a recusa em sair do local e a reação desproporcional à chegada da equipe policial.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Franca, que colherá os depoimentos dos mesários e das testemunhas presentes na seção.




