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Médica manda trancar pacientes em enfermaria para impedir voto: "Petistas"

Médica é denunciada ao Ministério Público Federal (MPF) por orientar retenção de pacientes por motivação política em maternidade de Goiânia

04/10/2026 15:57, atualizado 04/10/2026 16:44
Reprodução
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Uma médica ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara, em Goiânia (GO), foi denunciada ao Ministério Público Federal (MPF) sob a acusação de orientar funcionários e colaboradores da enfermaria a não concederem alta a pacientes durante o fim de semana das eleições.

A justificativa apresentada pela profissional para impedir as altas hospitalares no período foi a suposta preferência política dos internados, afirmando que a maioria seria simpatizante do Partido dos Trabalhadores (PT).

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A orientação ocorreu na tarde dessa sexta-feira (2/10), por volta das 16h58, em uma conversa enviada no grupo de WhatsApp que reúne os profissionais de saúde da unidade municipal. Na ocasião, a médica instruiu que quem estivesse de plantão na enfermaria no sábado e no domingo não concedesse alta a ninguém sob a alegação partidária, acompanhando a declaração do envio de uma figurinha com o rosto do ex-presidente Jair Bolsonaro fazendo sinal de positivo.

Emojis de gargalhada

A mensagem gerou engajamento imediato entre os membros do grupo, onde ao menos 12 pessoas reagiram com emojis de riso, afirmação e bandeira do Brasil. Além das reações visuais, dois colaboradores responderam diretamente por texto: o primeiro concordou aos risos dizendo “combinado”, enquanto o segundo enviou emojis de gargalhada.

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A conduta de teor político na rede interna da maternidade já vinha ocorrendo desde a noite anterior, quando a mesma médica fez alusão ao número 22, referente à candidatura do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), prometendo nota máxima no rodízio de medicina a quem votasse no candidato.

Na quinta-feira, às 20h58, a profissional publicou que quem colocasse 22 no domingo finalizaria o rodízio com nota 10, recebendo 16 reações variadas entre corações, emojis de continência e bandeiras, além de um comentário de apoio.

A denúncia formal foi protocolada no MPF ainda na sexta-feira pelo advogado Alan Henrique Silva Marques. O conteúdo das conversas foi repassado ao jurista por um interno de medicina subordinado à médica, que preferiu manter anonimato.