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Educação do DF tem 4 mil investigações contra servidores por denúncias
A SEEDF já encaminhou cinco processos com sugestão de demissão em 2025 e no total, existe cerca de 4 mil investigações em andamento
atualizado
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Nos últimos meses, diversos casos envolvendo professores da rede pública do Distrito Federal vieram à tona, com investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e afastamentos por parte da Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF).
Atualmente, há 3.997 procedimentos de investigação contra servidores em andamento na corregedoria da pasta, com o objetivo de verificar possíveis irregularidades cometidas por servidores da rede pública.
Um dos casos mais recentes é o de Thallyta Silva Almeida, de 29 anos, professora temporária da Escola Classe 308 Sul. Ela foi presa na última quarta-feira (25/6) por suspeita de furtar cartões de crédito de colegas e usá-los para fazer compras on-line.
Thallyta, que já havia sido presa em 2024 por estelionato, agora responde por furto mediante fraude. Ela foi liberada após pagar fiança de R$ 3 mil.
Outros casos
- Além de Thallyta, outros profissionais da educação também estão sendo investigados.
- Em 28 de abril, uma professora temporária foi afastada após a mãe de uma aluna de 4 anos denunciar agressões na escola pública do Riacho Fundo 2. A criança teria chegado em casa com hematomas e relatado que a professora puxou seu pescoço. O caso é apurado pela 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo).
- No Gama, em 15 de abril, o pai de uma adolescente de 15 anos procurou a 14ª DP (Gama) para denunciar um professor de inglês por assédio sexual. O caso é investigado como crime de aliciamento de menor com fins libidinosos.
- Outro caso grave ocorreu em 24 de março, no CED 4 do Guará. Um professor de geografia do 6º ano foi afastado após ser acusado de incitação ao crime e discriminação racial. A denúncia partiu da família de uma aluna negra de 14 anos.
- Em janeiro, pais de gêmeos autistas denunciaram maus-tratos na Escola Classe Morro da Cruz, em São Sebastião. Eles colocaram um gravador nas mochilas dos filhos e, ao ouvirem as gravações, encontraram registros de gritos e palavras grosseiras por parte da professora. A Polícia Civil também investiga o caso.
- A SEEDF informou que todos os casos citados estão sendo acompanhados e que os profissionais envolvidos foram afastados das funções para que as apurações sigam sem prejuízo à comunidade escolar.
Algumas imagens dos casos relatados:
5 sugestões de demissão em 2025
A SEEDF informou que, entre janeiro e junho de 2025, foram encaminhados cinco processos administrativos com sugestão de demissão à Controladoria-Geral do DF (CGDF), responsável por analisar e julgar essas penalidades. Até o momento, nenhuma demissão foi publicada neste ano.
No mesmo período de 2024, houve a demissão de um servidor e o envio de 12 processos administrativos com recomendação de demissão à CGDF.
Apesar das investigações em andamento, a SEEDF afirma que todos os processos seguem os princípios da legalidade, impessoalidade e eficiência, com base na Lei Complementar nº 840/2011, que rege os servidores públicos civis do Distrito Federal. Só após a conclusão dessas investigações é possível determinar se há elementos suficientes para abertura de um processo disciplinar com sugestão de demissão, garantindo o direito à defesa do servidor.












