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Na Mira

Dono da "Picanha do Bolsonaro" debocha de trans: "Linguiça, não pague".

Acusado de dar calote de R$ 500 em mulher trans, dono de frigorífico zombou da situação em vídeo; o caso é investigado pela PCGO

14/07/2026 11:41, atualizado 14/07/2026 11:45
Reprodução / Redes sociais
Dono de frigorífico faz reconstituição de caso

O empresário Leandro Batista Nóbrega, dono do Frigorífico Goiás, responsável pela marca “Picanha do Bolsonaro”, publicou nas redes sociais uma “reconstituição” da denúncia feita por uma mulher trans à Polícia Civil de Goiás, que o acusa de transfobia e não de pagar R$ 500 por um programa. A postagem traz uma “reconstituição” do fato. Ao final, ele debocha da situação: “Comprou picanha, veio linguiça, não leva, devolva e não pague, porra!”.

A publicação do vídeo, feita na segunda-feira (13/7), ocorreu três dias após a denúncia vir à tona pela coluna Milena Teixeira, do Metrópoles.

Veja: 

Na encenação, Leandro entra em uma casa de massagem em que, inicialmente, acredita que será atendido por uma mulher.

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Segundo a narrativa apresentada durante a filmagem, ao ser reconhecido pelas funcionárias como um empresário próximo ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), elas decidem trocar a atendente.

Em seguida, já deitado para receber a massagem, uma funcionária entra no quarto, e a discussão tem início.

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Dono de frigorífico é investigado pela PCGO
Dono de frigorífico é denunciado por mulher trans
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Dono de frigorífico é denunciado por mulher trans

Carla Sena / Arte Metrópoles
Dono de frigorífico é investigado pela PCGO
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A denúncia

A acompanhante de luxo procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) na noite de 15 de junho, poucas horas após o suposto encontro com o empresário, para registrar a ocorrência.

No boletim de ocorrência, ao qual a coluna Milena Teixeira teve acesso, ela relata que o desentendimento começou durante o programa por divergências em relação ao tipo de serviço sexual que Leandro pretendia contratar.

Segundo o documento, o empresário já havia procurado a denunciante em 2024 e voltou a entrar em contato em maio deste ano. Antes disso, ela afirma ter percebido que um perfil ligado ao Frigorífico Goiás costumava visualizar suas publicações no Instagram. Posteriormente, Leandro teria feito contato pelo WhatsApp para marcar o encontro.

De acordo com o boletim de ocorrência, o empresário chegou ao apartamento da acompanhante por volta das 13h, no horário combinado, e permaneceu no local por cerca de 1 hora e 10 minutos.

“A declarante diz que fez o atendimento de Leandro (serviços de ordem sexual). Leandro não ficou contente, pois queria ser passivo, e a declarante disse que não fazia ativo. Leandro foi tomar banho e, quando voltou do banheiro, ela percebeu que aquele homem era do Frigorífico Goiás”, registra o boletim.

Ainda conforme o relato, ao reconhecer o empresário, a vítima o questionou sobre publicações consideradas transfóbicas feitas por ele nas redes sociais e sobre o fato de contratar os serviços de uma mulher trans. Segundo o boletim, a conversa evoluiu rapidamente para uma discussão.

Investigação

Polícia Civil de Goiás instaurou procedimento para apurar a denúncia feita por uma mulher trans contra o empresário goiano Leandro Batista Nóbrega, proprietário do Frigorífico Goiás e conhecido por popularizar a “Picanha de Bolsonaro”.