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Deputado do PL reage à reprovação de candidato a delegado com nanismo
O deputado bolsonarista, conhecido como delegado Paulo Bilynskyj, disse que o candidato não tem aptidão física para seguir a carreira
atualizado
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O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL) reagiu à reprovação do advogado com nanismo Matheus Menezes Matos (foto em destaque) em mais uma etapa do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
Em publicação nas redes sociais nesse domingo (24/5), o parlamentar — que também é delegado de polícia — afirmou que o candidato não teria aptidão física para exercer a função.
“Um rapaz com 1,23/1,25 de altura não tem aptidão física para ser delegado de polícia. Pode seguir qualquer outra carreira da sua vida, meu irmão. Mas o trabalho policial não é para qualquer pessoa, muito pelo contrário, pouquíssimos estão realmente habilitados para exercer a função policial”, declarou o deputado.
O candidato com nanismo que disputa uma vaga para delegado PCMG, foi reprovado após ser considerado “inapto” nos exames biofísicos e biomédicos.
Apesar da reprovação, a participação dele no certame segue por decisão judicial provisória. A coluna Mirelle Pinheiro apurou com a advogada do candidato, Kesia Oliveira, que ele recorre do resultado.
O resultado preliminar foi divulgado pela banca Fundação Getulio Vargas (FGV), no último dia 15 de maio. Os exames foram realizados em 26 de abril.
Os candidatos considerados inaptos nesta etapa puderam interpor recurso entre os dias 18 e 20 de maio. O resultado definitivo ainda não foi divulgado.
Sonho de ser delegado
O goiano de 25 anos chamou a atenção nos últimos meses ao expor nas redes sociais sua batalha para conquistar um sonho antigo: se tornar delegado da PCMG.
Após anos de intensos estudos, o bacharel em direito de 1,23 metro foi aprovado nas três fases teóricas do concurso elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A etapa de perícia, que avaliou sua capacidade de exercer o cargo, também atestou sua aptidão.
Ao chegar ao Teste de Aptidão Física (TAF), porém, foi reprovado por não atingir a distância mínima no salto horizontal.
O caso do candidato repercutiu nacionalmente após ele ser reprovado no TAF, ao ser submetido aos mesmos critérios de avaliação aplicados aos candidatos da ampla concorrência. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a banca examinadora oferecesse adaptação razoável no TAF e realizasse novo exame para o candidato.
TAF adaptado
Por ter nanismo, Matos teria direito a uma prova adaptada, desde que houvesse o pedido. A solicitação dele foi apresentada dentro do prazo, mas, no dia da prova física, ele não conseguiu alcançar o salto de 1,65 metro previsto no edital e foi desclassificado.
À época, Matheus afirmou que não foi o único prejudicado, e que outros candidatos com deficiência também foram eliminados na mesma fase. Em 17 de março, o ministro Alexandre de Moraes determinou que Matheus Matos refizesse o teste.







