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CV executa comerciante que se recusou a pagar taxa para traficantes
PCRJ afirma que a vítima foi executada a tiros após negar pagamento exigido por traficantes que controlam o comércio local
atualizado
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O comerciante conhecido como Cascudo do Gás, assassinado em Tanguá, município da região metropolitana do Rio de Janeiro, foi morto por traficantes do Comando Vermelho (CV), após se recusar a pagar uma taxa imposta pela facção.
Ex-candidato a vereador no município, Carlos Henrique Paula de Souza foi morto a tiros, em 27 de dezembro de 2025, em frente ao próprio estabelecimento, localizado no centro da cidade.
De acordo com as investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ), dois homens em uma motocicleta, trajados com capacetes, se aproximaram de Carlos, sacaram armas de fogo e efetuaram disparos contra o comerciante. O óbito foi declarado no local.
Nesta quinta-feira (8/1), a PCRJ realizou uma operação contra os envolvidos no esquema. Cinco suspeitos foram presos em flagrante e grandes quantidades de drogas e materiais utilizados pelo tráfico foram apreendidos.
As apurações apontam que criminosos ligados ao CV vinham exigindo pagamentos ilegais de comerciantes da região para permitir o funcionamento dos estabelecimentos. “Cascudo” teria sido assassinado justamente por não aceitar as exigências estabelecidas pelo grupo.
Além da cobrança de propina, a facção também teria restringido a venda de produtos como água, carvão e cigarros, a fim de controlar o comércio local, e assim, ampliar os lucros do tráfico.
Operação policial
Durante a ação que acabou com a prisão dos cinco suspeitos, foram encontrados 2.214 pinos de cocaína, 454 papelotes de maconha, 1.528 papelotes de crack, cinco rádios transmissores, uma balança de precisão, três celulares e cerca de R$ 1,7 mil em espécie.
A operação também tem como objetivo o cumprimento de dois mandados de prisão contra integrantes do CV investigados por associação criminosa, extorsões, homicídios e torturas.
A operação contou com apoio de unidades do 4ª Departamento de Polícia da Área (DPA) e do Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI).
