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Choro e apatia: como estão as técnicas de enfermagem presas por mortes

O Metrópoles apurou que Amanda Rodrigues e Marcela Camilly apresentaram comportamentos distintos ao chegarem à prisão

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
UTI Anchieta, técnicos
1 de 1 UTI Anchieta, técnicos - Foto: Material cedido ao Metrópoles

As técnicas de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22, suspeitas de auxiliarem na morte matarem três pacientes no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), estão presas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, há quase duas semanas.

As técnicas foram transferidas nos dias 12 e 15 de janeiro, porque no Departamento da Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil (PCDF) não há cela feminina de longa estadia, segundo o delegado Maurício Iacozzilli.

As duas profissionais de saúde estão tendo acompanhamento psicológico e já tiveram ao menos duas consultas com uma profissional da área.

O Metrópoles apurou que Amanda e Marcela apresentaram comportamentos distintos ao chegarem à prisão.

Desde o primeiro dia na Colmeia, Amanda Rodrigues está bastante abalada e chorou muito dizendo que não iria aguentar, mas teria apresentado comportamento tranquilo nos dias posteriores.

Marcela Camilly, que aparece nas imagens investigadas pela polícia manuseando o medicamento que teria matado as vítimas, está quieta e não demonstrou nenhum sentimento anormal.

Algo em comum entre ambas é o fato das duas negarem 100% qualquer participação no crime e acreditam que elas vão embora a qualquer momento.

Apesar de estarem na mesma penitenciária, Amanda e Marcela estão separadas por determinação judicial e não podem ter nenhum tipo de contato dentro da Colmeia. Segundo profissionais que trabalharam no presídio feminino, as técnicas de enfermagem não fazem nenhum tipo de exigência e nenhum pedido fora do comum.

Apesar da transferência a uma unidade penitenciária, o delegado Maurício Iacozilli esclareceu que elas ainda permanecem em prisão temporária. Contudo, a cautelar pode ser prorrogada ou transformada em preventiva conforme a conclusão do inquérito.


Entenda o caso

  • O próprio Hospital Anchieta denunciou a ocorrência às autoridades, após observar circunstâncias atípicas relacionadas aos três pacientes supracitados. “O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, afirmou a instituição em nota.
  • A primeira fase da Operação Anúbis foi deflagrada pela PCDF na manhã de 11 de janeiro.
  • Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente por ordem judicial. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do DF.
  • Durante as diligências, os policiais recolheram materiais considerados relevantes para a apuração, que passaram a ser analisados pelos investigadores.
  • A polícia busca esclarecer a dinâmica das mortes, o papel de cada suspeito e a possível participação de outras pessoas.
  • As investigações tiveram novo avanço na última quinta-feira (15/1), com a deflagração da segunda fase da Operação Anúbis.
  • Nesta etapa, a Polícia Civil cumpriu mais um mandado de prisão temporária contra uma investigada e realizou novas apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.

Suspeitos

Os técnicos suspeitos dos crimes são Marcos Vinícius Silva Barbosa, 24 anos, tido como mentor; Amanda Rodrigues de Sousa, 28; e Marcela Camilly Alves da Silva, 22.

Imagens obtidas em primeira mão pelo Metrópoles mostram Marcos e Marcela atuando na Unidade de Terapia Intensiva, manipulando e aplicando medicamentos.

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Técnico foi preso em ação da Polícia Civil do DF após denúncia do Hospital
Técnicos acessavam sistemas com senhas de médicos
Três técnicos de enfermagem foram presos após aplicarem substância letal em pacientes
Câmeras de segurança do hospital mostram o momento em que o técnico Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, prescreve substância letal
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Câmeras de segurança do hospital mostram o momento em que o técnico Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, prescreve substância letal

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Técnico foi preso em ação da Polícia Civil do DF após denúncia do Hospital
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Técnico foi preso em ação da Polícia Civil do DF após denúncia do Hospital

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Técnicos acessavam sistemas com senhas de médicos
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Técnicos acessavam sistemas com senhas de médicos

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Três técnicos de enfermagem foram presos após aplicarem substância letal em pacientes
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Três técnicos de enfermagem foram presos após aplicarem substância letal em pacientes

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Os pacientes que morreram após a ação dos técnicos são João Clemente Pereira, 63; Marcos Moreira, 33; e Miranilde Pereira da Silva, 75.

Vítimas de técnicos de enfermagem do Hospital Anchieta

Outro lado

As defesas de Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22 anos, foram acionadas para se pronunciar, mas não retornaram ao contato até a atualização mais recente da matéria.

Na semana passada, o advogado Liomar Torres, que faz a defesa da técnica de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, presa por suspeita de matar pacientes, disse que Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, tentou assassiná-la enquanto ela se recuperava de uma cirurgia bariátrica no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF). A defesa da técnica presa também afirma que ela não participou, nem tinha conhecimento dos crimes e que não estaria trabalhando no dia da morte do carteiro Marcos Moreira, de 33 anos.

No último domingo (25/1), o Escritório Luís Alexandre Rassi e a advogada Viviane Ferreira Silva Oliveira afirmam que tem convicção na inocência de Marcela Camilly, de 22 anos. “Naturalmente, diante de uma imagem gravada, é correto afirmar ter visto um técnico de enfermagem aplicar uma injeção; há, porém, um longo caminho até concluir que ela anuiu, participou ou permitiu a morte daquelas pessoas”. A defesa da técnica lamentou também a morte das vítimas e diz que confiam que “a verdade e dignidade serão estabelecidas”.

O trio poderá ser indiciado homicídios dolosos qualificados por meio insidioso e por impossibilidade de defesa das vítimas, visto que as vítimas receberam a substância sem consentimento enquanto estavam inconscientes e intubadas na UTI. A pena pode variar de 12 a 30 anos de prisão por cada morte de paciente.

 

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