Na Mira

Chefe de “Tribunal do crime” do PCC torturava com tiro na mão e rosto

Faccionado do PCC, de 38 anos, é acusado de participar da execução de jovem julgado e morto pela facção criminosa em 2018

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
homem sorrindo ao lado de outro homem sendo preso
1 de 1 homem sorrindo ao lado de outro homem sendo preso - Foto: Material cedido ao Metrópoles

A Polícia Civil de São Paulo (PCSP) prendeu um homem, de 38 anos, acusado de integrar o chamado “tribunal do crime” do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São José do Rio Preto, interior de SP, nesta sexta-feira (3/10). Ele é apontado como um dos envolvidos na execução de Vinícius Hyan Gonzaga, de 20 anos, morto em agosto de 2018 em um crime que chocou pela crueldade.

A captura foi realizada por equipes do Grupo de Operações Especiais (GOE), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), após trabalho de inteligência que localizou o suspeito em uma empresa na zona rural entre Cedral e Rio Preto.

Segundo as investigações, Vinícius foi sequestrado, levado a um terreno baldio, torturado e morto a tiros no rosto e na mão — marcas típicas do “tribunal paralelo” do PCC, mecanismo usado pela facção para impor punições violentas a seus desafetos. O método, que simula um julgamento sem defesa e termina em execuções, tem como objetivo impor medo e controle pela violência extrema.

Brutalidade do PCC

O corpo do jovem, que trabalhava como ajudante geral, foi encontrado por uma tia no Parque das Aroeiras, caído de bruços em meio ao mato. A cena expôs a brutalidade da facção, que não apenas tirou a vida da vítima, mas fez questão de deixar sinais da tortura, como os disparos em pontos simbólicos do corpo, para servir de exemplo a outros alvos do grupo criminoso.

Em maio do mesmo ano, Vinícius já havia sido baleado enquanto pilotava uma moto no Jardim Arroyo, escapando por pouco da morte. Ele possuía passagens policiais por tráfico de drogas e furto.

O faccionado preso permanece à disposição da Justiça e deve responder por homicídio qualificado. A Polícia Civil reforçou que segue atuando no combate às ações do PCC na região, especialmente contra o chamado “tribunal do crime”, que impõe regras à margem da lei e recorre à tortura como forma de manter domínio pelo terror.

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