Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Na Mira

Caso Isabelle: Justiça arquiva investigações de feminicídio e suicídio

João Munhoz segue em liberdade, com tornozeleira eletrônica, e ainda responde pelos crimes de violência psicológica e fraude processual

23/10/2026 11:18
Imagem cedida ao Metrópoles
Imagem colorida, Isabelle à esquerda e João à direita- Metrópoles

O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará arquivou, nessa quinta-feira (22/10), a investigação contra João Munhoz Neto pelos crimes de feminicídio e indução ao suicídio no caso da morte da estudante de direito Isabelle Caracristi. A jovem foi a óbito em 13 de setembro, aos 22 anos, em um condomínio em Fortaleza (CE).

A decisão foi proferida pelo Juízo da 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza, após manifestação do Ministério Público.

O arquivamento se restringe aos crimes dolosos contra a vida. A Justiça também determinou que a apuração dos demais crimes seja encaminhada a um dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da capital. O processo tramita sob sigilo.

João, portanto, continua respondendo em liberdade, com tornozeleira eletrônica, pelos crimes de violência psicológica contra a mulher e fraude processual, pelos quais foi indiciado pela Polícia Civil do Ceará (PCCE).

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Imagens: 

Caso Isabelle: Justiça arquiva investigações de feminicídio e suicídio - destaque galeria
6 imagens
João Munhoz Neto, namorado da estudante de direito
A jovem tinha 22 anos
A estudante de direito foi encontrada morta na noite de 13 de setembro
Ela cursava o segundo semestre da faculdade de direito
Isabelle morava com o namorado e a mãe dele
Isabelle Caracristi
1 de 6

Isabelle Caracristi

Reprodução/Redes sociais
João Munhoz Neto, namorado da estudante de direito
2 de 6

João Munhoz Neto, namorado da estudante de direito

Reprodução/Redes Sociais
A jovem tinha 22 anos
3 de 6

A jovem tinha 22 anos

Reprodução / Redes sociais
A estudante de direito foi encontrada morta na noite de 13 de setembro
4 de 6

A estudante de direito foi encontrada morta na noite de 13 de setembro

Reprodução / Redes sociais
Ela cursava o segundo semestre da faculdade de direito
5 de 6

Ela cursava o segundo semestre da faculdade de direito

Reprodução/Redes sociais
Isabelle morava com o namorado e a mãe dele
6 de 6

Isabelle morava com o namorado e a mãe dele

Reprodução / Redes sociais

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

A morte

Isabelle foi encontrada morta em 13 de setembro, aos 22 anos, no condomínio de luxo onde morava com o namorado, em Fortaleza.

A morte de Isabelle Caracristi ganhou repercussão após a mãe dela, Isorlanda Caracristi, publicar um vídeo nas redes sociais em que pedia explicações e justiça pela morte da filha. João Munhoz foi preso na terça-feira (22/9), em um prédio pertencente a familiares.

Isorlanda contou que soube da morte da filha depois de tentar falar com ela na noite do ocorrido, mas não obter resposta. Na manhã seguinte, tentou novamente entrar em contato, sem sucesso. Ela também procurou João Munhoz, que, segundo o relato da mãe, teria desligado o telefone e bloqueado Isorlanda no WhatsApp e nas redes sociais.

Diante da preocupação, Isorlanda foi até o condomínio acompanhada do irmão, tio de Isabelle. No local, os dois foram recebidos pela síndica, que teria informado: “Sua filha morreu ontem à noite, o corpo já está no IML”.


Principais pontos destacados: 

  • Ao todo, mais de 25 pessoas foram ouvidas pela Polícia Civil do Ceará;
  • A partir da análise de câmeras, de oitivas de testemunhas e de diligências de inteligência, a PCCE identificou uma postura não colaborativa do namorado da vítima em relação às
  • investigações;
  • As oitivas realizadas até o momento apontam que, durante o relacionamento da vítima com o suspeito, havia, segundo os depoimentos, um controle excessivo por parte dele;
  • A investigação segue com o objetivo de esclarecer todas as circunstâncias da morte, bem como estabelecer a cronologia das ações que antecederam o fato;
  • Celulares, dispositivos eletrônicos e imagens de câmeras continuam sendo analisados;
  • Outras diligências também estão em andamento.