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Na Mira

Caso Isabelle Caracristi: carro de cunhado da jovem é vistoriado pela PCCE

PCCE diz que depoimentos apontam relação abusiva e violência psicológica; informações culminaram na prisão do namorado de Isabelle

24/09/2026 17:08, atualizado 24/09/2026 17:09
Reprodução / Redes sociais
Isabelle Caracristi

O carro do irmão de João Munhoz Neto, 34 anos, preso no âmbito da investigação sobre a morte da namorada, uma estudante de direito encontrada sem vida após cair do 23º andar, foi vistoriado nesta quinta-feira (24/9).

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As buscas no veículo ocorreram no mesmo dia em que ele [irmão de João], a mãe dele, Sara Regina Alexandre Munhoz, e a melhor amiga de Isabelle Caracristi prestaram depoimento à polícia.

A Polícia Civil do Ceará ainda não informou se algo foi, de fato, encontrado no carro do irmão de João ou se o veículo foi apreendido. Esse é o mesmo automóvel flagrado por câmeras de segurança do condomínio chegando ao local momentos depois da morte de Isabelle.

O perito-geral da Perícia Forense do Ceará (Pefoce), Júlio Torres, informou em coletiva de imprensa realizada nessa quarta-feira (23/9), que não havia câmeras no rooftop onde Isabelle Caracristi caiu. Apesar da ausência de imagens, a Polícia Civil do Ceará (PCCE) afirmou que a queda da estudante de direito foi voluntária. De acordo com Torres, imagens de outros pontos do prédio e de áreas próximas corroboram a conclusão da investigação.

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A estudante de direito Isabelle Caracristi foi encontrada morta em 13 de setembro. O caso veio à tona após a mãe dela, Isorlanda Caracristi, publicar um vídeo no último sábado (19/9), pedindo explicações e justiça pela filha.

Então namorado da jovem João Munhoz foi preso na terça-feira (22/9), em um prédio de familiares. Segundo a PCCE, ele é investigado e pode ser alvo de três indiciamentos: indução ao suicídio, obstrução de provas e abuso psicológico.

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6 imagens
João Munhoz Neto, namorado da estudante de direito
A jovem tinha 22 anos
A estudante de direito foi encontrada morta na noite de 13 de setembro
Ela cursava o segundo semestre da faculdade de direito
Isabelle morava com o namorado e a mãe dele
Isabelle Caracristi
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Isabelle Caracristi

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João Munhoz Neto, namorado da estudante de direito
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João Munhoz Neto, namorado da estudante de direito

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A jovem tinha 22 anos
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A jovem tinha 22 anos

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A estudante de direito foi encontrada morta na noite de 13 de setembro
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A estudante de direito foi encontrada morta na noite de 13 de setembro

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Ela cursava o segundo semestre da faculdade de direito
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Ela cursava o segundo semestre da faculdade de direito

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Isabelle morava com o namorado e a mãe dele
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Isabelle morava com o namorado e a mãe dele

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Investigação aponta relação abusiva

De acordo com o delegado-chefe da PCCE, Márcio Gutiérrez, depoimentos colhidos durante a investigação apontam para um relacionamento abusivo e episódios de violência psicológica. Segundo ele, essas informações também foram consideradas no momento da prisão.

“As informações prestadas por testemunhas e obtidas também através da investigação da Polícia Civil apontam que o João mantinha uma relação de controle, de limitação de ir e vir. Temos depoimentos que afirmam que a Isabelle não podia sequer ir sozinha à farmácia, descer do escritório”, ressaltou Gutiérrez.

Segundo a PCCE, constam nos autos informações de que, após os depoimentos, João Neto teria retornado ao condomínio no dia seguinte à morte de Isabelle à procura do celular dela. A investigação também aponta que ele teria pedido para que a família de Isabelle não entrasse no condomínio.

Ainda de acordo com os autos, João Neto teria pedido que o apartamento onde morava com a mãe, Sara Regina, fosse limpo e colocado à venda.


Principais pontos destacados na coletiva:

  • Segundo a polícia, até o momento, 10 pessoas foram ouvidas;
  • A partir da análise de câmeras, de oitivas de testemunhas e de diligências de inteligência, a PCCE identificou uma postura não colaborativa do namorado da vítima em relação às investigações;
  • As oitivas realizadas até o momento apontam que, durante o relacionamento da vítima com o suspeito, havia, segundo os depoimentos, um controle excessivo por parte dele;
  • A investigação segue com o objetivo de esclarecer todas as circunstâncias da morte, bem como estabelecer a cronologia das ações que antecederam o fato;
  • Novos depoimentos estão previstos para os próximos dias;
  • Celulares, dispositivos eletrônicos e imagens de câmeras continuam sendo analisados;
  • Outras diligências também estão em andamento.

Mãe de João Neto é exonerada

A mãe de João acabou exonerada do cargo comissionado que ocupava na Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP). A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nessa terça-feira (22/9).

Sara Regina Alexandre Munhoz era lotada na Coordenadoria de Execução da Saúde Prisional (Cosap). A exoneração foi do “Cargo de Direção e Assessoramento de provimento em comissão de Coordenador”, conforme publicação no DOE. A decisão foi assinada pelo secretário da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque.

Por nota, a SAP informou que a policial penal Sara Regina foi exonerada do cargo de coordenadora de Execução da Saúde Prisional. A corporação ressaltou que a medida é estritamente administrativa.

Sara teve o celular e um tablet apreendidos no domingo (20/9), quando foi localizada na praia de Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza.

A coluna Na Mira tenta localizar defesa de Sara Regina. O espaço aberto para quaisquer posicionamentos.

Entenda o caso

Isorlanda contou que soube da morte da filha depois de tentar falar com a jovem na noite de domingo e não obter resposta. No dia seguinte, ao tentar novamente entrar em contato, também não conseguiu. Ela então tentou falar com João Munhoz, que teria desligado o telefone e bloqueado Isorlanda no WhatsApp e nas redes sociais.

Diante da angústia e de um pressentimento, Isorlanda foi até o condomínio acompanhada do irmão, tio de Isabelle. No local, os dois foram recebidos pela síndica, que informou: “Sua filha morreu ontem à noite, o corpo já está no IML”.

Desde sábado (19/9), a Polícia Civil do Ceará, responsável pela investigação do caso, realiza diligências. João Munhoz foi detido nessa terça-feira (22/9), e a prisão foi convertida em preventiva pelo Tribunal de Justiça do Ceará nesta quarta-feira (23/9), mesmo dia em que ocorreu uma coletiva de imprensa na qual foram divulgados detalhes da investigação.

Isabelle mandou áudio ao primo

A defesa da família de Isabelle Caracristi confirmou que o celular da jovem estava junto ao corpo. O aparelho foi entregue ao tio dela. De acordo com a advogada Patrícia Viana, havia áudios enviados por Isabelle ao primo momentos antes da morte.

Segundo informações do Diário do Nordeste, cerca de uma hora antes de ser encontrada morta, Isabelle teria feito novas revelações ao primo. Em uma mensagem enviada por volta das 19h40 do dia 13 de setembro, ela teria pedido: “Não apague este áudio, me responde”.

Ainda segundo o jornal, às 20h40, teria sido registrado o impacto da queda da vítima. Nas conversas pelo WhatsApp, Isabelle teria afirmado que, “qualquer coisa que venha a acontecer com ela, este áudio é uma prova”. Em seguida, teria dito: “João Munhoz é um doente, não acredite nele”.