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Casal perde lua de mel após empresário dar calote em pacote de viagem
O casal está entre 36 vítimas que registraram boletim de ocorrência relatando o golpe. Segundo a polícia, o prejuízo total é de R$ 200 mil
atualizado
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Um casal, que preferiu não se identificar, teve a lua de mel destruída após cair em um golpe aplicado pelo empresário Bruno Gomes da Silva Pinheiro, de 45 anos, sócio de uma agência de turismo. Os dois planejavam viajar para Porto de Galinhas, mas nunca embarcaram e perderam cerca de R$ 4 mil após fechar um pacote com o investigado. Ele foi preso nessa quinta-feira (5/3) por policiais da Polícia Civil do Distrito Federal, em ação da 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria).
Veja momento da prisão:
“Sonho que virou pesadelo”
A empresa MB Viagens e Turismo LTDA funcionava em um shopping de Santa Maria (DF), na mesma região administrativa da delegacia responsável pela investigação. Apesar de estar licenciada e autorizada a operar, a agência fechou as portas após uma série de denúncias registradas na Polícia Civil.
Foi o que ocorreu com o casal, morador de Santa Maria. Depois de se casar e planejar a lua de mel em 2025, eles tentaram contato com o empresário para confirmar a viagem. Sem qualquer resposta, decidiram ir até a agência — e encontraram a loja fechada e sem explicações. “Um sonho que virou pesadelo”, ressaltou a vítima.
Os dois estão entre 36 vítimas que registraram boletim de ocorrência relatando o mesmo tipo de golpe. Segundo a polícia, o prejuízo total pode chegar a R$ 200 mil.
Operação Viagem Fantasma
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em dois endereços em Ceilândia (DF). Nos imóveis, foram apreendidos documentos, bens e dispositivos eletrônicos.
As investigações apontam que Bruno oferecia pacotes de viagens — incluindo passagens aéreas e hospedagens —, recebia o pagamento e, em seguida, cancelava os serviços unilateralmente, e não devolvia os valores e cortava todo contato com os clientes.
Imagens:
A Polícia Civil do Distrito Federal orienta que outras possíveis vítimas procurem a delegacia mais próxima para registrar ocorrência e colaborar com as investigações. Informações que possam auxiliar o trabalho policial podem ser repassadas anonimamente pelo Disque-Denúncia 197 ou pelos canais eletrônicos disponíveis no site oficial da PCDF, com sigilo garantido.
O investigado foi conduzido à unidade policial e está à disposição da Justiça.






