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Apuração pelo Brasil

Na Mira

Polícia investiga xenofobia em vídeo de Rodrigo Constantino sobre baianos.

Vídeo de Rodrigo Constantino tem mais de 4 milhões de visualizações e é investigado pela Polícia Civil da Bahia

06/10/2026 12:53, atualizado 06/10/2026 13:57
Reprodução Instagram Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino

A Polícia Civil da Bahia instaurou procedimento para apurar as circunstâncias e eventuais responsabilidades relacionadas à divulgação, nas redes sociais, de vídeo em que a Bahia é chamada de “câncer do Brasil”, além de outras manifestações de possível caráter discriminatório contra a população baiana.

Segundo a corporação, o caso é apurado como xenofobia. As diligências seguem sob o acesso restrito, para preservar a apuração.

A coluna Na Mira apurou que o conteúdo foi gravado e divulgado pelo influenciador Rodrigo Constantino. No conteúdo que circulou nas redes sociais, ele critica a vitória de Lula na Bahia e diz que Salvador “é um lixo” e que na Bahia “ninguém quer trabalhar”.

O vídeo foi publicado pelo influenciador no domingo, após o resultado das Eleições e segue disponível na perfil de Constantino com mais de 4 milhões de visualizações.

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O conteúdo também tem milhares de comentários, entre eles de Luciano Hang que disse: “Cada um tem o  governo que merece”. 

Outros comentários criticam a fala de Constantino e defendem o povo baiano.

“Rodrigo, sou baiana, de direita e faço oposição à esquerda. Mas nenhuma divergência política me autoriza — nem autoriza ninguém — a transformar a Bahia e os baianos em alvo de desprezo”, disse a advogada Marta Bastos.

Outro internauta acusa Constantino de xenofobia “Independente da sua opinião isso que você fez foi um ato criminoso, é xenofobia”, apontuou o tatuador Diego Rangel.

Reprodução Instagram Rodrigo ConstantinoRodrigo Constantino
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Xenofobia

Xenofobia é o preconceito, a aversão ou o ódio contra pessoas vistas como “diferentes” por causa de sua origem geográfica, nacionalidade ou cultura. O crime é equiparado ao racismo e pode gerar pena de 2 a 5 anos de prisão.

A coluna Na Mira entrou em contato com o influenciador, mas não obteve retorno. A matéria será atualizada em caso de resposta.

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A Polícia Civil reafirma seu compromisso com o enfrentamento à discriminação e com uma atuação técnica, imparcial e pautada na legalidade.

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