Empresária acusada de fraude no SUS deixa prisão após crises convulsivas
Rossana Jafar é investigada por pressionar 12 prefeituras a comprar livros da editora Avante usando vagas do SUS. Fraude é de R$ 27 milhões
06/10/2026 10:18

A empresária Rossana Paroschi Jafar, investigada por supostas fraudes que movimentaram R$ 27 milhões envolvendo filas no Sistema Único de Saúde (SUS) e a venda de livros, deixou a prisão após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) converter a prisão preventiva em domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. A decisão levou em consideração duas crises convulsivas sofridas pela matriarca do clã Jafar.
A juntada de informações que trata da soltura de Rossana foi publicada nesta terça-feira (6/10). A medida foi determinada pela juíza Eucelia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, que considerou o estado de saúde da investigada para autorizar a substituição da prisão preventiva pela domiciliar.
Rossana foi presa em julho, em Campo Grande (MS), durante uma ação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

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Ver todasVaga do SUS e compra de livros
Rossana Paroschi Jafar é apontada pelo Ministério Público como uma das líderes do grupo investigado por supostas fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro em diversos municípios do estado.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSegundo as investigações da Operação Gutenberg, o grupo utilizava a regulação de vagas para exames, cirurgias e leitos do SUS como forma de pressionar ao menos 12 prefeituras a comprarem livros paradidáticos da editora Avante, pertencente à família Jafar.
De acordo com o MPMS, o grupo teria criado uma suposta exclusividade editorial para viabilizar a venda direta de livros paradidáticos, entre eles O Mundo Azul de Theo e O Fantástico Mundo do Capitão Theo, a prefeituras. As contratações eram feitas diretamente, sob a justificativa de inexigibilidade de licitação.
A coluna Na Mira tenta localizar a defesa de Rossana Jafar. O espaço permanece aberto para manifestações.
Decisão da soltura
Na decisão, a juíza considerou que a permanência de Rossana em uma unidade prisional apresentava riscos concretos à integridade física dela. Segundo o entendimento, a prisão domiciliar permite que a investigada receba o tratamento médico adequado sem comprometer o andamento das investigações.
“Ressalte-se que a prisão domiciliar, no caso, não representa impunidade ou benesse, mas sim medida que visa garantir o tratamento médico adequado à requerente, sem comprometer os objetivos da persecução penal”, diz um trecho da decisão.




