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Cabeleireira tem rosto rasgado com vidro e agressora debocha: “Sangue para o capeta beber”
Sem aviso e sem chance de defesa, a suspeita partiu para o ataque, desferindo golpes com um caco de vidro contra o rosto da cabeleireira
atualizado
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Uma cena de violência extrema chocou moradores de Praia Grande, no litoral de São Paulo. Uma cabeleireira de 33 anos foi surpreendida na porta de casa, golpeada com um pedaço de vidro no rosto e no peito e, enquanto ainda se recuperava dos ferimentos, passou a ser alvo de deboche público da própria agressora, que ironizou o sangue derramado e celebrou o ataque nas redes sociais.
A vítima, Carla Taize Azevedo de Jesus, viveu momentos de terror após tentar intervir em um conflito envolvendo seus filhos gêmeos, de 12 anos. Segundo a Polícia Civil, os meninos estariam sendo ameaçados e agredidos por um colega de 11 anos, irmão da suspeita.
Na tentativa de resolver a situação de forma pacífica, Carla procurou o pai e o irmão do garoto, mas não obteve resposta. Na última quinta-feira (5), decidiu ir até a casa da família para conversar com a mãe do menino. A conversa, no entanto, teria causado revolta. “Ela não gostou e falou para a filha dela”, relatou a vítima.
Ataque violento
Cerca de quatro horas após a discussão, a situação escalou para a violência.
Beatriz Maria Terres Martins apareceu na residência de Carla, no bairro Balneário Esmeralda, acompanhada de outras duas pessoas. Sem aviso e sem chance de defesa, a suspeita partiu para o ataque, desferindo golpes com um caco de vidro contra a cabeleireira.
Ferida e ensanguentada, Carla precisou de socorro médico imediato. Ela levou oito pontos no rosto e cinco no peito. O marido, ao tentar protegê-la, também ficou ferido, sofrendo cortes profundos na mão.
Deboche após o crime
O que mais revoltou moradores e autoridades foi a postura da agressora depois da violência.
Em vez de demonstrar arrependimento, Beatriz usou as redes sociais para provocar e ameaçar a vítima. Em uma publicação pública, escreveu mensagens celebrando o ataque e mencionando o sangue derramado.
As postagens, carregadas de ódio, reforçaram o clima de indignação na comunidade.
Investigação
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso, que pode ser enquadrado como lesão corporal ou tentativa de homicídio.
Exames de corpo de delito foram solicitados ao Instituto Médico Legal (IML), e diligências seguem em andamento para localizar a suspeita e as pessoas que a acompanhavam no momento do crime.
Enquanto isso, Carla se recupera dos ferimentos físicos e do trauma, após um episódio marcado por violência, crueldade e exposição pública.
