Na Mira

Bonde dos Galãs? Trio feio de doer usava isca trans para armar cilada

A trupe, que mais parece um elenco de filme de vilão de baixo orçamento, usava o charme de fachada para atrair vítimas para o local do roubo

atualizado

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1 de 1 pessoas presas - Foto: Material cedido aoMetrópoles

Para quem acha que o maior risco dos aplicativos de relacionamento era o “catfish” (aquela foto com 10 filtros que não condiz com a realidade), a 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) acaba de subir o nível do perigo. O grupo autodenominado “Bonde dos Galãs” foi desmantelado nesta quarta-feira (25/3), provando que de “galã”, o trio só tem a audácia.

A trupe, que mais parece um elenco de filme de baixo orçamento, usava o charme de fachada para atrair vítimas para o que prometia ser um encontro casual, mas terminava em pesadelo.

A “diretoria” do esquema é composta por um núcleo familiar que decidiu que o crime era o melhor negócio de família. Confira quem são os integrantes desse bonde que, de galã, não passaria nem na porta de um teste de comercial:

  • A “Musa” do Grindr: Joelma Raphaela de Araújo da Rocha Silva, mulher transsexual que servia de isca. Ela era o rosto (provavelmente muito editado) que convencia as vítimas a irem para as quadras 423 e 425 de Samambaia.
  • O patriarca: José Maria da Silva Santos, o pai, que em vez de dar conselhos de vida, participava ativamente das emboscadas.
  • O irmão de Armas: Tiago Felipe Araújo da Rocha Silva, completando o trio da pesada.
  • O modus operandi: a vítima chegava achando que ia encontrar a “Joelma do perfil” e acabava cercada por homens armados, agressões brutais e uma arma apontada para a cabeça. No último caso, a vítima foi tão espancada que o “encontro” terminou em uma mesa de cirurgia no hospital.

Operação Cilada

A Operação Cilada, deflagrada em 17 de junho de 2025, teve como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em emboscadas. O grupo focava principalmente em vítimas da comunidade LGBTQIAPN+.

O modo de operação consistia na criação de perfis falsos em aplicativos de relacionamento para atrair vítimas a locais isolados, especialmente nas quadras 423 e 425 de Samambaia. Ao chegarem, as vítimas eram surpreendidas por criminosos armados, que as levavam para áreas afastadas, onde sofriam agressões físicas e ameaças.

Sob coerção, eram obrigadas a entregar pertences e realizar transferências bancárias. Em alguns casos, chegaram a ser mantidas reféns durante toda a madrugada.

A Polícia Civil reforça a importância de cuidados ao marcar encontros com desconhecidos pela internet. Recomenda-se priorizar locais públicos, avisar familiares ou amigos e evitar compartilhar informações pessoais sensíveis.

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