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Bombeiro do DF investigado por fraude no Detran ostentava viagens

Sargento do CBMDF e agente do Detran foram alvo de operação e são suspeitos de comandar um esquema criminoso para transferências de veículos

atualizado

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Viagem para o Rio de Janeiro
1 de 1 Viagem para o Rio de Janeiro - Foto: Reprodução / Redes sociais

O segundo-sargento do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) Aldo Henrique Gomes Costa, de 36 anos, investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal por um esquema de fraudes no Detran, exibia nas redes sociais uma rotina de viagens e ostentação. Ele também divulgava a loja Eurocar Comércio de Veículos – alvo de buscas durante a operação desta quinta-feira (6/11) – e publicava a abertura de novos empreendimentos, além da revendedora de automóveis.

Em uma das viagens, o militar se hospedou em um resort de luxo em Porto de Galinhas (PE). O pacote, com duas noites para três pessoas (um casal e uma criança) em um quarto classic all inclusive, custa cerca de R$ 6.600, segundo cotação feita pela reportagem, considerando o período de quinta-feira (6/11) a sábado (8/11).

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Bombeiro investigado pela PCDF
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Bombeiro investigado pela PCDF

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Aldo Henrique foi alvo da Operação Wrong Way, deflagrada por policiais civis da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia). O sócio dele, Bruno Cesar Fernandes da Silva, de 31 anos, agente do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF), também é investigado. Ambos são suspeitos de participar de um esquema de fraudes. A defesa dos dois nega envolvimento em qualquer tipo de esquema fraudulento. (Confira nota abaixo)

Os dois são sócios e empresários da loja Eurocar Comércio de Veículos, localizada na Cidade do Automóvel, onde a polícia realizou buscas. Eles foram alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos na manhã desta quinta-feira (6/11).


Mais detalhes da Operação Wrong Way:

  • A fraude ocorria mediante pagamento clandestino de valores por empresários interessados em acelerar processos de transferência.
  • As apurações revelaram que o esquema era alimentado por lojas de veículos e despachantes informais.
  • Os investigados ofereciam aos clientes carros já transferidos, sem exigência de comparecimento ao Detran.
  • A PCDF também identificou movimentações bancárias incompatíveis com a renda dos envolvidos.
  • Em alguns casos, os valores circulados nas contas superavam em até 10 vezes os salários dos servidores.

Além disso, há indícios de lavagem de dinheiro, com uso de contas bancárias de familiares para ocultar a origem dos recursos ilícitos. A Operação Wrong Way segue em andamento e novas diligências ainda poderão ocorrer para identificar a extensão exata da atuação da dupla e de possíveis outros envolvidos no esquema de transferências ilegais de veículos no Distrito Federal.


Empresários envolvidos:

  • Em um ano, a PCDF identificou centenas de transferências fraudulentas realizadas para 36 empresários.
  • Esses empresários estão ligados a pelo menos 15 empresas de compra e venda de carros.
  • Muitos dos estabelecimentos atuavam como despachantes informais.
  • Eles ofereciam aos clientes veículos já transferidos sem necessidade de visita ao Detran.

Documentos, computadores e celulares apreendidos serão submetidos à perícia técnica. Os levantamentos realizados pela polícia também revelaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda dos investigados. Em alguns casos, valores movimentados chegavam a 10 vezes o salário mensal dos servidores.

Fotos da operação:

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Embaixo da cama
Quarto de um dos investigados
Operação da 18ª DP
PCDF na loja dos investigados
Buscas na loja na Cidade do Automóvel
Buscas nas casas dos empresários
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Buscas nas casas dos empresários

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PCDF na loja dos investigados
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Buscas na loja na Cidade do Automóvel
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Buscas na loja na Cidade do Automóvel

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Posicionamentos

O Detran informou que os servidores identificados na operação serão afastados de suas funções e responderão a processo administrativo disciplinar (PAD), instaurado pela Corregedoria do departamento. O órgão reforçou que mantém o sigilo necessário para assegurar a integridade e o regular andamento do inquérito.

O Metrópoles entrou em contato com a assessoria do CBMDF, que informou que a Corregedoria da corporação acompanhou o cumprimento dos mandados de busca e apreensão e está colaborando com as investigações. Paralelamente, serão adotadas as medidas administrativas cabíveis para apurar a conduta do militar.

O CBMDF reafirma que não compactua com quaisquer desvios de conduta de seus integrantes, reforça seu compromisso com a legalidade, a ética e a transparência na administração pública e ressalta que eventuais irregularidades serão apuradas com o devido rigor.

Resposta dos investigados

Em nota, a defesa dos servidores investigados informou, na tarde desta quinta-feira (6/11), que o inquérito apura a conduta de 45 pessoas e os nomes do Segundo-Sargento Aldo Henrique e o do agente Bruno Cesar constam na lista apenas por serem os proprietários da loja e não são operadores de nenhum esquema.

“É fundamental esclarecer que o inquérito policial apura a conduta de um universo de 45 investigados, sendo o Segundo-Sargento Aldo Henrique e o Agente Bruno
Cesar apenas dois deles pelo simples fato de serem proprietários da loja, e jamais foram colocados como operadores ou investigados. A ênfase desproporcional dada a seus nomes sugere uma tentativa de pré-julgamento e de desvio do foco da totalidade dos fatos. Registra-se que consta um servidor do Detran que vem sendo investigado que não se relaciona aos aqui qualificados. Ressaltamos que o processo em questão tramita sob Segredo de Justiça, conforme determinação judicial, o que impõe a todas as partes o dever de sigilo e cautela na divulgação de informações”, diz a nota.

 

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