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Após socar ex 61 vezes, homem agiu com “deboche” ao “ajeitar chinelo”
Flagrado por câmera de segurança, Igor Cabral, 29, ajeita o chinelo com calma, “como se nada tivesse acontecido”
atualizado
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O ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral (foto em destaque), de 29 anos, que chocou o país socar mais de 60 vezes a então namorada em um elevador em Natal (RN), teria agido com “deboche” logo após ao ataque brutal ocorrido em 26 de julho.
Logo após as agressões, o circuito de imagens registrou que Igor agiu com calma e ajeitou o chinelo, “como se nada tivesse acontecido”, de acordo com a vítima.
A delegada Sânzia Guedes, responsável pelo caso, descreveu sua postura inicial como de “deboche” e sem arrependimento durante o depoimento. O agressor está preso preventivamente desde 28 de julho e foi indiciado por tentativa de feminicídio.
A Polícia Civil revelou um histórico de agressões prévias. A vítima já havia relatado violência psicológica grave, com empurrões e até incentivo de Igor para que ela tirasse a própria vida, descrevendo o relacionamento como “tóxico e abusivo”, marcado por ciúme desproporcional.
Veja imagens do caso:
Acusações de violência
Em 1º de agosto, Cabral registrou boletim de ocorrência relatando ter sido agredido dentro da cadeia pública por agentes penais: teria sido alvo de socos, chutes e uso de spray de pimenta.
A Corregedoria do sistema prisional do RN abriu investigação sobre o caso. A secretaria confirmou que tomou medidas imediatas após o relato e o encaminhou para exames médicos.
Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária (Seap) informou que adotou providências imediatas ao tomar conhecimento de denúncia envolvendo Igor, que teria sofrido violação à integridade física supostamente praticada por policiais penais de plantão.
A Coordenadoria da Administração Penitenciária e a Ouvidoria do Sistema Penitenciário se deslocaram para unidade prisional com o objetivo de averiguar os fatos e acompanhar o interno para registro de ocorrência e exame de corpo de delito no Instituto Técnico-Científico de Perícia.
A investigação ficará a cargo da Polícia Civil. A Corregedoria do Sistema Prisional também foi acionada e adotou as providências necessárias, dentro de suas atribuições.
Espancamento brutal
Juliana Garcia dos Santos, 35 anos, foi espancada com 61 socos no rosto, dentro de um elevador num condomínio da zona sul de Natal. As câmeras gravaram toda a sequência de agressões.
Com o rosto gravemente desfigurado, passou por cirurgia reconstrutiva facial e enfrenta dificuldades de visão decorrentes das lesões. No depoimento, ela relatou histórico de violência psicológica e afirma que Cabral chegou a incentivá-la a se suicidar. Segundo testemunhas, o ataque foi motivado por ciúmes, após ela mostrar mensagens no celular ao agressor.
Em interrogatório, o agressor alegou ter sofrido um “surto claustrofóbico” durante o episódio. A defesa da vítima, por sua vez, considera a justificativa inverossímil e defende que o ataque foi premeditado e cruel.















