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Alvo de operação da PCDF aluga mansão para Zé Felipe e Virgínia

A propriedade fica num condomínio de luxo em Goiás. Os artistas não têm relação com o esquema

atualizado 25/01/2022 9:44

operação loopingReprodução

Um empresário de Goiânia, alvo da Operação Looping, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), na manhã desta terça-feira (25/1), aluga mansão para o cantor sertanejo Zé Felipe e sua esposa, a influencer Virgínia Fonseca.

A propriedade fica num condomínio de luxo em Goiás. Os artistas não têm relação com o esquema. O empresário, entretanto, é suspeito de cometer fraudes em escrituras de terrenos. Ele foi flagrado com uma arma sem registro e preso em flagrante.

Conforme a coluna revelou, o milionário investigado mora, atualmente, em uma casa que pertenceu ao cantor Bell Marques e estava sendo negociada para as gravações do reality show De Férias com o Ex, produzido pela MTV. O imóvel de luxo fica na beira da praia, em Salvador. Ele é proprietário de um iate avaliado em R$ 900 mil, que também foi alvo de busca.

A investigação apura as atividades de um grupo criminoso que fraudava procurações e escrituras de terrenos de alto valor imobiliário. Segundo a Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraudes (Corf), responsável pela operação, os suspeitos tentaram transferir uma área rural de mais de 148 hectares avaliada em R$ 9 milhões.

A documentação do terreno, localizado no Gama, foi fraudada e apresentada a cartórios do Distrito Federal. As polícias civis de Goiás e da Bahia também participam da ação.

Veja imagens da mansão:

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Looping

São cumpridos oito mandados de busca e apreensão no Gama, em Águas Lindas de Goiás, Goiânia (GO), Salvador (BA) e Lauro de Freitas (BA). As diligências ocorrem em imóveis de luxo, empresas e até mesmo num iate. Durante as diligências, um dos investigados foi flagrado com um pé de maconha. Ele foi preso em flagrante.

O grupo é composto por cinco integrantes, entre empresários, um advogado que já foi preso em flagrante por estelionato e um antigo tabelião do Cartório de Notas e Registro Civil de Limeira (MG).

O tabelião, um dos principais investigados, foi destituído do cargo em 2015 por falsificar procurações e escrituras. Entretanto, mesmo tendo perdido o cargo, a polícia apurou que ele segue com as fraudes.

No Distrito Federal, o grupo chegou a falsificar um documento da Terracap, o qual informava que o terreno localizado no Gama pertencia ao órgão.

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Os policiais identificaram que os criminosos ainda fizeram um contrato de R$ 400 mil com uma financeira dando o terreno invadido como garantia.

Os suspeitos respondem por crimes de falsidade ideológica, falsificação de documentos, uso de documentos falsos, esbulho possessório, lavagem de dinheiro e associação criminosa. As penas podem ultrapassar 25 anos de reclusão.

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