Os bastidores da cobertura policial de um jeito que você nunca viu

Milionário, alvo da PCDF mora em mansão que foi de Bell Marques

No local, foi apreendido um revólver calibre .38, sem registro, o que resultou em prisão em flagrante

atualizado 25/01/2022 14:14

Operação loopingReprodução

Um empresário alvo da Operação Looping mora em uma mansão localizada na beira da praia, no município de Lauro de Freitas (BA). A coluna apurou que a propriedade, avaliada em R$ 6 milhões, pertenceu ao cantor Bell Marques e estava sendo negociada para as gravações do reality show De Férias com o Ex, produzido pela MTV.

Policiais cumpriram mandados de busca e apreensão no imóvel na manhã desta terça-feira (25/1). No local, foi apreendido um revólver calibre .38, sem registro, o que resultou na prisão em flagrante do empresário. O investigado também é dono de um iate avaliado em R$ 900 mil.

A investigação, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal, apura as atividades de grupo criminoso que fraudava procurações e escrituras de terrenos de alto valor imobiliário.

Segundo a Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraudes (Corf), responsável pela operação, os suspeitos tentaram transferir uma área rural de mais de 148 hectares avaliada em R$ 9 milhões.

A documentação do terreno, localizado no Gama, foi fraudada e apresentada a cartórios do Distrito Federal. As policiais civis de Goiás e da Bahia também participam da ação.

Veja imagens da mansão:

0

Looping

São cumpridos oito mandados de busca e apreensão no Gama, Águas Lindas de Goiás, Goiânia (GO), Salvador (BA) e Lauro de Freitas (BA). As diligências ocorrem em imóveis de luxo, empresas e até mesmo um iate. Durante as diligências, um dos investigados foi flagrado com um pé de maconha. Ele foi preso em flagrante.

O grupo é composto por cinco integrantes, entre empresários, um advogado que já foi preso em flagrante por estelionato e um antigo tabelião do Cartório de Notas e Registro Civil de Limeira (MG).

O tabelião, um dos principais investigados, foi destituído do cargo em 2015 por falsificar procurações e escrituras. Entretanto, mesmo tendo perdido o cargo, a polícia apurou que ele segue com as fraudes.

No Distrito Federal, os investigados chegaram a falsificar um documento da Terracap, que informava que o terreno localizado no Gama pertencia ao órgão.

0

Estelionatário dá golpe de R$ 317 mil em servidora após compra de carro no DF

Os policiais identificaram que os criminosos ainda fizeram um contrato de R$ 400 mil com uma financeira dando o terreno invadido como garantia.

Os suspeitos respondem por crimes de falsidade ideológica, falsificação de documentos, uso de documentos falsos, esbulho possessório, lavagem de dinheiro e associação criminosa. As penas podem ultrapassar 25 anos de reclusão.

Mais lidas
Últimas notícias