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Agiota do tráfico: criminoso vendia pó “fiado” e ainda cobrava juros. Veja vídeo
Operação “Loan Shark”, da 26ª DP, desarticula esquema que unia tráfico de drogas “fiado” e agiotagem em um mesmo modelo de negócio
atualizado
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (27/3), a operação “Loan Shark”, voltada ao combate de um esquema criminoso que unia tráfico de drogas e prática de agiotagem na região da QR 1029, em Samambaia Norte.
A ação foi coordenada pela 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), com apoio da Seção de Operações com Cães (SOC), e teve como objetivo o cumprimento de três mandados de busca e apreensão expedidos pelo Juízo de Garantias da Vara de Entorpecentes do Distrito Federal contra um homem de 32 anos, apontado como o principal responsável pelo controle do tráfico na localidade.
De acordo com as investigações, o suspeito operava um modelo incomum dentro do crime organizado: além de comercializar drogas como maconha, cocaína e crack, ele oferecia a substância “fiado” aos usuários. Posteriormente, passava a cobrar os valores com juros abusivos, transformando-se também em uma espécie de agiota do tráfico.
Agiota do tráfico
Segundo a polícia, a cobrança das dívidas era feita mediante ameaças, intimidações e, em alguns casos, com o uso de arma de fogo, ampliando o clima de medo entre os usuários e moradores da região.
As diligências apontaram ainda que o investigado utilizava múltiplos imóveis na mesma quadra para armazenar e distribuir os entorpecentes. A estratégia de fragmentação do material ilícito tinha como objetivo dificultar a ação policial e reduzir riscos de apreensões significativas em um único local.
A QR 1029 já vinha sendo monitorada pelas autoridades devido à recorrente comercialização de drogas, sendo possível, ao longo da investigação, identificar e individualizar a atuação do suspeito como peça central da dinâmica criminosa.
Tráfico e extorsão
Todos os mandados foram cumpridos na região administrativa de Samambaia. O homem deverá responder, em tese, pelos crimes de tráfico de drogas e extorsão, cujas penas somadas podem chegar a até 25 anos de reclusão.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com o objetivo de desarticular completamente o esquema criminoso e identificar outros possíveis envolvidos.
A corporação também destacou a importância da participação da população no combate ao crime, incentivando o envio de denúncias anônimas, que têm sido fundamentais para o sucesso de operações como esta.








