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Na Mira

Homem é solto após provar que estava no trabalho durante crime no DF

Dados de geolocalização do celular e depoimentos confirmaram que o investigado estava no trabalho no momento da tentativa de homicídio

26/03/2026 15:40, atualizado 26/03/2026 17:44
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Material cedido ao Metrópoles
Suspeito e policial

A Justiça do Distrito Federal determinou, nessa quarta-feira (26/3), a soltura de dois homens investigados por uma suposta tentativa de homicídio ocorrida em janeiro deste ano, em São Sebastião (DF).

A decisão, proferida pela juíza Gláucia Barbosa Rizzo da Silva, foi tomada após o surgimento de provas técnicas que contradisseram os indícios iniciais da investigação.

Um dos suspeitos teve a prisão preventiva decretada em 27 de fevereiro, após ser reconhecido por fotografia pela vítima. As diligências preliminares indicaram que ele teria atuado como o condutor do veículo utilizado no crime.

Entretanto, novos elementos trazidos pela defesa e pela 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião) mudaram o rumo do caso.

Dados do sinal do celular indicaram que o aparelho do homem preso não estava no local no momento do crime.

Além disso, colegas e a companheira do investigado confirmaram que ele estava em seu local de trabalho, no Lago Sul, na data e no horário do crime.

Segundo a magistrada, essas evidências configuram um “álibi sólido”, declinando os motivos que justificavam a manutenção da prisão.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) também se manifestou pelo relaxamento da prisão, citando o excesso de prazo para a conclusão do inquérito policial.

De acordo com o Artigo 10 do Código de Processo Penal, o inquérito de um indiciado preso deve ser concluído em até 10 dias. A juíza destacou que manter a custódia nestas condições “converteria a prisão cautelar em antecipação de pena”, o que fere a Constituição Federal.

Emboscada

Três pessoas foram presas suspeitas de participar do crime de tentativa de homicídio. As prisões ocorreram em 7 de março, durante a Operação Emboscada.

Segundo a PCDF, a vítima foi surpreendida e atacada no dia 5 de janeiro de 2026. Os criminosos efetuaram diversos disparos de arma de fogo, chegando a descarregar uma pistola contra a vítima.

Apesar da violência do ataque e da quantidade de disparos efetuados, a vítima sobreviveu.

Durante o cumprimento dos mandados judiciais, os policiais apreenderam R$ 64 mil em espécie, um revólver calibre .38, porções de drogas, armas brancas e aparelhos celulares pertencentes aos investigados, além de outros objetos.

Um veículo que teria sido usado pelos autores na fuga também foi localizado e apreendido pelos policiais.

Defesa se manifesta

A advogada Daniella Chaves, comentou a soltura de seu cliente. ” Desde o início, a defesa sustentou a impossibilidade de participação de nosso cliente nos fatos investigados, o que restou confirmado, evidenciando que sua prisão se deu de forma injusta, em virtude de acusações que não se sustentam à luz dos elementos probatórios”, disse.

A Defesa afirmou, ainda, confiança no trabalho dos investigadores da 30ª DP. “É preciso destacar que a análise dos elementos probatórios apresentados pela defesa foi fundamental para o esclarecimento dos fatos.”, finalizou.