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A mando de artesão, travestis faziam drive-thru do tráfico no Plano

Dono de uma banca na Feira da Torre de TV é apontado como líder da associação criminosa e faturaria entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por noite

atualizado 25/03/2022 8:50

Operação Torre de Babel. PCDF faz operação contra o tráfico de drogas na torre de tvRafaela Felicciano/Metrópoles

Um esquema de tráfico de drogas com hierarquia e funções bem definidas foi desarticulado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nas primeiras horas desta sexta-feira (25/3). Um artesão, proprietário de uma banca na Feira da Torre de TV, foi preso acusado de liderar uma associação criminosa especializada no tráfico de crack.

A rede de distribuição contava com três travestis, que agiam como “olheiras” do tráfico monitorando uma espécie de drive-thru de drogas. A Operação Torre de Babel, deflagrada pela 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), cumpre sete mandados de prisão e sete de busca e apreensão em Ceilândia, Sol Nascente e Águas Lindas, no Entorno do DF.

De acordo com as investigações, o artesão contava com a ajuda da companheira e da sobrinha para comprar grandes porções de crack de um fornecedor. Logo em seguida, o entorpecente era escondido em bueiros, caixas de energia e outros pontos nas cercanias da Torre de TV. O criminoso faturaria entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por noite, segundo a PCDF.

Veja imagens do drive Thru do tráfico:

Travestis olheiras

O líder do esquema não costumava colocar a mão nas drogas e delegava as funções para cada um dos integrantes da associação criminosa. A polícia identificou que as pedras eram vendidas às margens de uma via que passa por trás da feira e liga as vias S1 e N1. Imagens feitas pelos investigadores flagraram como o tráfico ocorria.

O crack era comprado pelos usuários com dinheiro ou cartão de débito. Após o pagamento, os viciados eram direcionados ao grupo de moradores arregimentados pelo artesão. Os sem-teto faziam a entrega das substâncias aos usuários e, depois, retornavam aos pontos onde costumam ficar.

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A função das três travestis era justamente fiscalizar a entrega feita pelos moradores de rua para que nenhuma pedra fosse consumida ou desviada pelos entregadores. Durante o período de monitoramento, os investigadores flagraram dezenas de veículos parando no drive-thru do tráfico, em um local que fica a menos de três quilômetros da Esplanada dos Ministérios.

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