Mulher que levou tiro no braço após briga será indenizada em R$ 15 mil
O disparo ocorreu em 2022 e deixou vítima com risco de sequelas no braço. O homem que atirou terá que pagar R$ 15 mil por danos morais
atualizado
Compartilhar notícia

Um homem que atirou no braço de uma mulher durante uma briga, em abril de 2022, foi condenado pela Vara Cível de Planaltina (DF) a indenizar a vítima por danos morais e materiais.
O crime ocorreu no período da noite, em 21 de abril de 2022. A vítima, ao prestar auxílio a uma amiga, foi agredida e alvejada no braço por um disparo. Após o tiro, ela precisou ser atendida no Hospital Regional de Planaltina (HRP), onde constatou risco de sequelas, inclusive de perda de movimentos no membro atingido.
A mulher ajuizou uma ação judicial contra o autor do tiro e um policial militar que estava no local, e pediu indenização por danos morais e ressarcimento do valor gasto com medicamentos.
O que as partes alegaram
O primeiro réu, que efetuou o disparo, alegou que foi acidental e que ocorreu durante luta corporal. Afirmou ainda ter ressarcido os gastos com medicamentos. Já o policial militar alegou ter desarmado o homem que deu o tiro, e não ter presenciado o momento do disparo. Os dois envolvidos pediram improcedência da ação.
A autoria foi atribuída ao primeiro réu, e o juiz responsável pelo caso baseou a decisão pelo conjunto documental do inquérito policial e em depoimentos de testemunhas, que relataram ameaças e apontamento da arma antes do disparo. A alegação de disparo acidental foi considerada, portanto, contraditada pelos depoimentos da vítima e testemunhas.
O policial militar, por sua vez, teve a ação de desarmar o envolvido reconhecida, e foi absolvido por ausência de nexo entre sua conduta e o dano sofrido pela vítima. A condenação contemplou apenas o primeiro envolvido, que terá que pagar R$ 49 por danos materiais, e R$ 15 mil por danos morais. Cabe recurso da decisão.
Para calcular a indenização, o juiz considerou a lesão aos direitos de personalidade, gravidade do fato, ferimento com arma de fogo, dor física, risco funcional do membro e humilhação pública sofrida.
