Mulher que foi parar na UTI após raio em ato de Nikolas tem alta
Maria Eli, de 58 anos, saiu de SP e veio a Brasília participar do ato liderado por Nikolas e passou seis dias na UTI
atualizado
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Maria Eli Silva, de 58 anos, (à esquerda na foto) a paulista que foi parar na UTI após ser atingida por um raio durante a manifestação do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) em Brasília, teve alta nesta sexta-feira (30/1), após seis dias internada. No último domingo, Maria Eli estava com a amiga Lucia Canhada no ato realizado na Praça do Cruzeiro (DF), quando um raio caiu no local e deixou dezenas de feridos.
Após o acidente, as duas amigas foram parar no hospital. Lucia teve alta no mesmo dia, já Maria passou uma semana internada na UTI do Hospital Santa Marta. Em nota, a unidade hospitalar afirmou que a alta ocorreu após “evolução clínica satisfatória”.
“Desde a admissão, a paciente esteve sob acompanhamento contínuo de equipe multidisciplinar, o que contribuiu para a evolução de um quadro clínico estável. Após a conclusão de exames complementares e a continuidade do plano terapêutico, foi concedida a alta hospitalar”, informou em nota o hospital Santa Marta.
Viagem de São Paulo a Brasília
As duas amigas se conhecem há mais de 40 anos e decidiram, de última hora, que viriam para o DF para o ato do último domingo (25/1).
“No dia 21/01 ela mandou um vídeo do Nikolas e disse: estou morrendo de vontade de estar lá dia 25. Eu, muito maluquinha, disse: ‘vamos’. Mas passe em casa antes e pegue a chave com a vizinha para pegar as roupas e bandeiras” contou Lucia.
As duas amigas estavam juntas e foram atingidas pelo raio na manifestação. Ambas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas para o hospital.
Segundo o Corpo de Bombeiros, mais de 80 pessoas receberam atendimento durante o ato e mais de 40 foram levadas a hospitais da capital.
Lucia e Maria estavam ao lado do guindaste que foi atingido por um raio. Ao Metrópoles, Lucia explicou que caiu ao chão quando o raio atingiu o solo e temeu pela amiga.
“Eu caí, ouvi um estrondo absurdo achando que era atentado. Quando acordei, alguém me levantou e vi minha amiga sendo levada para debaixo da tenta azul. Tive a impressão que iria perdê-la de vista, foi horrível. Logo um bombeiro veio e a colocou nas costas e fomos para outra tenda, e daí para o HRAN. Eu achei que ela tinha morrido, demorou um tempo para voltar, não conseguia falar e vomitava muito”, descreveu Lucia em detalhes.
Ela também precisou de atendimento médico, mas o procedimento durou cerca de quatro horas. “Tive uma hemorragia no tímpano, com um som forte, como dom de cigarra”, detalhou.
