Quem são as paulistas atingidas por raio em ato de Nikolas Ferreira

Queda de raio em manifestação mobilizada pelo deputado exigiu atendimento a 89 pessoas. Entre elas, 2 amigas que saíram do interior de SP

atualizado

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Imagem colorida mostra amigas atingidas por raio em manifestação de Nikolas Ferreira. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra amigas atingidas por raio em manifestação de Nikolas Ferreira. Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O raio que atingiu uma manifestação mobilizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL) fez com que 89 pessoas precisassem de atendimento pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. É o caso de Lúcia Helena Canhada Lopes, 68, e Maria Eli Silva, 58. Elas saíram de carro de São Paulo para participar do ato no último domingo (25/1) e acabaram feridas no acidente.

Lúcia e Maria são do interior paulista e se conhecem há mais de 40 anos. Nas redes sociais, elas compartilham registros de passeios e viagens que fazem juntas. “Cada hora eu estou em um local. O lugar onde eu passo menos tempo é minha casa”, afirmou Lúcia ao Metrópoles.

As aposentadas decidiram ir à manifestação após uma delas receber um vídeo de Nikolas Ferreira. “No dia 21/1, ela mandou um vídeo do Nikolas e disse: estou morrendo de vontade de estar lá dia 25. Eu, muito maluquinha, disse: ‘vamos’. Mas passe em casa antes e pegue a chave com a vizinha para pegar as roupas e bandeiras”, disse Lúcia.

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Lúcia Helena Canhada Lopes, 68, e Maria Eli Silva, 58
Amigas se conhecem há mais de 40 anos
Lúcia teve uma hemorragia no ouvido. Maria está internada na UTI e não corre risco de morrer
Amigas saíram do interior de SP para participar de ato em Brasília atingido por raio
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Amigas saíram do interior de SP para participar de ato em Brasília atingido por raio

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Lúcia Helena Canhada Lopes, 68, e Maria Eli Silva, 58
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Lúcia Helena Canhada Lopes, 68, e Maria Eli Silva, 58

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Amigas se conhecem há mais de 40 anos
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Lúcia teve uma hemorragia no ouvido. Maria está internada na UTI e não corre risco de morrer
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Lúcia teve uma hemorragia no ouvido. Maria está internada na UTI e não corre risco de morrer

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Maria, então, saiu de Jacareí e encontrou a amiga em Olímpia. Elas começaram o trajeto na sexta-feira (23/1) e criaram um perfil nas redes sociais para compartilhar a experiência. As postagens acabaram deixadas de lado após o acidente.

Raio em manifestação

A dupla estava na manifestação quando foi atingida pelo raio. Lúcia explicou que caiu ao chão e temeu pela amiga.

Eu caí, ouvi um estrondo absurdo achando que era atentado. Quando acordei, alguém me levantou e vi minha amiga sendo levada para debaixo da tenda azul. Tive a impressão que iria perdê-la de vista, foi horrível. Logo, um bombeiro veio e a colocou nas costas e fomos para outra tenda, e daí para o [hospital] HRAN. Eu achei que ela tinha morrido, demorou um tempo para voltar, não conseguia falar e vomitava muito”, descreveu Lucia em detalhes.

Ela também precisou de atendimento médico, mas o procedimento durou cerca de quatro horas. “Tive uma hemorragia no tímpano, com um som forte, como som de cigarra”, detalhou.


Atendimentos após raio em manifestação

  • Segundo o Corpo de Bombeiros do DF, 89 pessoas foram atendidas na praça do Cruzeiro durante o ato do deputado Nikolas.
  • A maioria apresentava quadro de hipotermia.
  • 47 pessoas foram transportadas pelas equipes do CBMDF para unidades de saúde do DF.
  • 11 demandaram maiores cuidados médicos em função do raio que atingiu o local.
  • Segundo o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), 27 pessoas deram entrada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) após serem atingidas por descarga elétrica.
  • Outras 14 foram atendidas no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN).
  • Não há registro de mortos.

De alta hospitalar, agora, Lúcia acompanha Maria no hospital.”Se a gente voltará para casa, será transferida para outro quarto ou hospital, não sabemos de nada. Mas podem ficar tranquilos que está tudo bem, tudo sob controle.”

Sem Arrependimentos

Maria segue internada, com quadro considerado estável, na unidade de terapia intensiva (UTI). Havia expectativa de alta na quarta-feira (28/1), mas os médicos optaram por mantê-la na UTI enquanto realizam mais alguns exames. Apesar do susto, elas dizem encarar a situação com leveza.

Não tenho arrependimento, de maneira alguma. Participei de uma luta por Justiça. Mesmo que nós tivéssemos morrido, estava tudo bem. Foi uma coisa da natureza, acontece. Deus nos protegeu e ninguém morreu. Eu e Maria conversamos agora há pouco sobre isso. Ela está muito tranquila. Nossa família ficou muito orgulhosa de nós”, afirmou Lúcia ao Metrópoles.

Lúcia disse estar recebendo muito apoio de políticos e citou a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), que entrou em contato na terça-feira (27/1). Perguntada, ela não detalhou se também foi procurada por Nikolas Ferreira.

A mulher ainda negou ter pretensões políticas: “Não quero, porque eu viajo muito, sou muito livre. Mas tento ajudar, estou sempre conversando com as pessoas”.

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