Quantas pessoas morreram vítimas de raios durante tempestades no DF
Raio que caiu em caminhada de Nikolas Ferreira reacende preocupação da população com as descargas elétricas durante chuvas
atualizado
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Raios mataram nove pessoas no Distrito Federal (DF) entre 1º de janeiro 2007 e 27 de janeiro de 2026, segundo a Secretaria de Saúde (SES-DF). A queda de uma descarga elétrica durante uma manifestação organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) despertou a preocupação da população com o fenômeno climático.
Segundo a pasta, foram registradas mortes isoladas em 2007, 2009 e 2012. Ao longo de 2015, os raios ceifaram as vidas de três pessoas. Em 2018, 2021 e 2023, uma morte por descarga elétrica de nuvens foi registrada a cada ano. Vítimas de raios podem sofrer queimaduras e paradas cardíacas.
No domingo (25/1), um raio atingiu um ato político organizado pelo deputado Nikolas em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso desde 22 de novembro de 2025, condenado por golpe de Estado. O Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) atendeu a mais de 80 feridos na Praça do Cruzeiro. Parte das vítimas buscou atendimento na rede pública de saúde, os demais se dirigiram para hospitais privados.
Segundo a Secretaria de Saúde, as três vítimas da queda de raio na chamada Caminhada pela Liberdade, que foram hospitalizadas no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), receberam alta clínica. Ao todo, a unidade recebeu 14 pacientes, que contaram com pronto atendimento e todos os cuidados necessários.
Desses 14, dois pacientes foram transferidos para a rede particular e os demais receberam alta hospitalar ainda no domingo (25/1). De acordo com o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), 27 pacientes buscaram atendimento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Todos já tiveram alta.
Hran
O Hran é referência no tratamento de queimaduras. Em 2025, a Unidade de Queimados do hospital realizou 6.934 atendimentos, sendo 3.179 no pronto-socorro, 3.147 no ambulatório de queimaduras agudas e sequelas de queimaduras, 187 internações na enfermaria e 421 procedimentos no centro cirúrgico.
As queimaduras mais superficiais são atendidas no ambulatório. As de segundo e terceiro graus, por sua vez, comprometem superfícies maiores do corpo e, muitas vezes, pedem internações e cuidados mais intensivos.
Queimados
Em caso de acidente doméstico, o primeiro passo é interromper o processo de queima com água limpa em abundância ou abafando o local. Em seguida, é necessário resfriar a região afetada com água em temperatura ambiente ou fria por pelo menos 20 minutos. Por fim, deve-se buscar imediatamente ajuda especializada, em uma unidade básica de saúde (UBS) ou um pronto-socorro.
Em caso de pessoas atingidas por raios, o recomendado é ligar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192, ou para o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), pelo 193.
