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Uma mulher precisou ser socorrida após ficar ferida por disparo de arma de fogo dentro de uma academia de tiro esportivo na 511 Sul.

Segundo informações da Polícia Militar, a princípio, a ocorrência é tratada como tentativa de suicídio. Por volta das 11h30 desta terça-feira (19/6), nem a PM nem o Corpo de Bombeiros estavam mais na academia Guns Sport, apenas policiais civis, que assumiram o caso.

De acordo com fontes policiais, a mulher, de aproximadamente 24 anos, alugou um revólver e teria atentado contra a própria vida. Ela estaria treinando na academia há uma semana e foi socorrida com vida ao Instituto Hospital de Base (IHB). A jovem é habilitada para as aulas de tiros.

Funcionários de uma oficina que fica ao lado da academia disseram não ter ouvido barulho de tiros. “Só vimos a movimentação quando a mulher saiu toda ensanguentada. Ainda estava viva e foi levada por uma ambulância”, contou um deles.

Na quinta-feira (21), a academia iniciaria um curso de introdução ao tiro com armas curtas. Para participar, os pré-requisitos eram: ter mais de 18 anos e não responder a nenhum processo criminal. A carga horária do treinamento é de 7,5 horas, divididas em três aulas, com 100 disparos. O valor cobrado é de R$ 690.

A academia não se manifestou sobre o ocorrido. O estabelecimento fechou as portas nesta terça. A previsão de reabertura é para esta quarta (20). Por volta das 12h30, uma equipe da Secretaria de Segurança Pública e Paz Social esteve na academia.

A documentação do estabelecimento está em dia e os profissionais que trabalham no local são habilitados. A Guns existe há anos. O caso é tratado pelos investigadores como autolesão e não acidente.

Busque ajuda
O Metrópoles tem a política de divulgar informações sobre casos de suicídio ou tentativas que ocorrem em locais públicos ou causam mobilização social. Isso porque é um tema debatido com muito cuidado pelas pessoas em geral.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o assunto não venha a público com frequência, para que o ato não seja estimulado. O silêncio, porém, camufla outro problema: a falta de conhecimento sobre o que, de fato, leva essas pessoas a se matarem.

Depressão, esquizofrenia e o uso de drogas ilícitas são os principais males identificados pelos médicos em um potencial suicida. Problemas que poderiam ser tratados e evitados em 90% dos casos, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.

Está passando por um período difícil? O Centro de Valorização da Vida (CVV) pode te ajudar. A organização atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e Skype 24 horas todos os dias.

Arte/Metrópoles

Disque 188
A cada mês, em média, 1 mil pessoas procuram ajuda no Centro de Valorização da Vida (CVV). São 33 casos por dia, ou mais de um por hora. Se não for tratada, a depressão pode levar a atitudes extremas.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada dia, 32 pessoas cometem suicídio no Brasil. Hoje, o CVV é um dos poucos serviços em Brasília no qual se pode encontrar ajuda de graça. Cerca de 50 voluntários atendem 24 horas por dia a quem precisa.