Mulher encontrada com falso explosivo amarrado ao corpo é investigada
Jaqueline Santos Dias e o marido possuem uma clínica médica no Gama e são suspeitos de se apresentarem como médicos ilegalmente

A mulher de 42 anos encontrada com explosivos falsos amarrados no corpo na tarde de segunda-feira (21/11), no Gama está sendo investigada por suposta conduta ilegal da profissão. Jaqueline Santos Dias e o marido Renato Wester Siqueira Barbosa, de 43 anos, possuem uma clínica médica no Edifício Central, no Gama, e são suspeitos de se apresentarem como médicos ilegalmente.
Em uma propaganda da clínica, o nome da mulher aparece como administradora e o de Renato como médico em radiologia e diagnóstico por imagem. Segundo o conselho Federal de Medicina, não há registro de Jaqueline no Cadastro Nacional dos Médicos.
Um documento emitido pelo Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) confirma que Renato exerceu a profissão, mas foi interditado judicialmente em 2014, em razão de alienação mental, esquizofrenia e Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF
Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF
Frequência de envio: Diário
Ver todasDe acordo com a Polícia Civil, as investigações prosseguem. Na segunda, o homem teria se apresentado como médico legista no local onde a mulher foi encontrada, na DF-180, próximo à Embrapa. Horas depois, em depoimento na 14ª Delegacia de Polícia (Gama), negou pertencer à corporação, mas ainda estava com o distintivo.
A PCDF informou que o caso é tratado com “cautela” e que ainda não é possível dizer se houve falsa comunicação de crime. O casal não retornou às ligações do Metrópoles.
Suposto sequestro
O Esquadrão de Bombas da Polícia Militar não encontrou explosivos amarrados ao corpo da mulher. De acordo com a corporação, os fios que envolviam o corpo da mulher não eram uma bomba.
À PM, Jaqueline afirmou que, acompanhada de um motorista, havia deixado os filhos em uma escola no Setor Central do Gama. Ao sair da região, a dupla teria sido abordada por dois homens em um veículo. Os criminosos teriam dito que queriam apenas a mulher. Então, deixaram o motorista no local e seguiram com a vítima em direção à DF-180.
A mulher contou ainda que os bandidos a amarraram com fita adesiva e disseram que a explodiriam. Depois de abandoná-la, eles fugiram. Um motorista que passava pelo local viu a ação e acionou a Polícia Militar. Ninguém foi preso.



