“Muito querido”, diz escola sobre aluno morto após briga com piloto. Vídeos
Rodrigo Castanheira, de 16 anos, foi agredido por Pedro Turra e morreu nesse sábado (7/2) após 16 dias internado em uma UTI
atualizado
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“Sempre foi um aluno bem relacionado, querido por professores e amigos”, foi assim que o Colégio Vitória Régia, escola onde o adolescente Rodrigo Castanheira, 16 anos, estudava, relembrou a vida do jovem em uma última homenagem. O adolescente faleceu nesse sábado (7/2), após 16 dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) depois de ter sido agredido pelo piloto Pedro Arthur Turra Basso.
A homenagem foi publicada no perfil da rede social do colégio. Na mensagem, o instituto destacou que, no velório, além dos pedidos de justiça, o que marcou “profundamente”, aqueles que estiveram presentes, foram as palavras de “amor”, “perdão” e “consolo”.
“A vida do Rodrigo despertou empatia em milhares de pessoas, aproximou família, restaurou diálogos e nos fez refletir sobre o valor da vida e das relações”, ressaltou o colégio.
Entenda o caso:
- Pedro Turra e Rodrigo Castanheira se envolveram em uma briga, na noite de 22 de janeiro, em Vicente Pires (DF).
- Pedro teria jogado um chiclete mascado em um amigo e o adolescente respondeu que não deixaria barato se a situação tivesse ocorrido com ele;
- Em seguida, a briga começou. Vídeos gravados por testemunhas mostram Pedro e Rodrigo se agredindo mutuamente;
- Em certo momento, o piloto dá um soco que faz o rapaz bater a cabeça em um carro. Ele parece perder as forças, e colegas, enfim, separam a briga;
- Gravemente ferido, o menor que bateu a cabeça no carro foi levado ao Hospital Brasília, em Águas Claras. Ele vomitou sangue ao ser socorrido e sofreu uma parada cardiorrespiratória de 12 minutos.
- Pedro Turra foi preso um dia após a briga, mas solto ao pagar uma fiança de R$ 24 mil. Após a repercussão do caso, novas denúncias contra o piloto foram feitas e a Justiça determinou a prisão preventiva dele;
- O piloto foi encaminhado ao Complexo Penitenciário da Papuda por lesão corporal gravíssima;
- Após 16 dias internado Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília em Águas Claras, o adolescente morreu nesse sábado (7/2);
- Com a morte de Rodrigo, pode ocorrer a reclassificação do crime para lesão corporal seguida de morte, crime mais grave, com pena que pode chegar a 12 anos de prisão.
Velório de Rodrigo
Com aplausos, cantos de louvor e pedidos por justiça, o corpo do jovem Rodrigo Castanheira, de 16 anos, foi enterrado sob forte comoção no Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul (DF) na tarde desse domingo (8/2). Cerca de 300 pessoas estiveram na cerimônia para prestar as últimas homenagens ao adolescente.
Veja como foi:
Após o corpo ser enterrado, todos os presentes aplaudiram e balões subiram. Como forma de homenagear a paixão de Rodrigo pelo futebol, a família e os amigos assinaram uma bola.
O corpo de Rodrigo foi levado em cortejo por um caminhão do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) do velório realizado na Igreja Batista Capital, no Setor de Clubes Sul, até o Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul (DF), onde o corpo foi sepultado.
Risos, dança e abraços
Amigos de Rodrigo produziram um emocionante vídeo em homenagem ao garoto e publicaram nas redes sociais na manhã desse domingo (8/2). As imagens revelam o adolescente como todos o conheciam: leve, brincalhão, sempre rodeado de amigos. “Ele transpirava vitalidade”, escreveu uma amiga. “Era impossível ficar triste perto dele”, comentou outro.
Amigos, familiares e jovens da capital realizaram duas vigílias na porta do Hospital Brasília em oração ao rapaz — a última foi realizada nessa sexta-feira (6/2).
Além de ser estudante, o jovem foi jogador de futebol da base do Ceilândia Esporte Clube e jovem aprendiz do programa CEP Talal Abu Allan, do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Distrito Federal (Senac-DF), que lamentaram a morte do jovem nas redes sociais.














