MPDFT se manifesta sobre morte do adolescente Rodrigo Castanheira

Em nota, o MPDFT relembrou ter pedido a prisão do piloto PedroTurra e destacou que analisa uma possível alteração na tipificação do crime

atualizado

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Foto: Ricardo Botelho / Especial para o Metrópoles
Foto colorida da frente do prédio do MPDFT
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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios manifestou solidariedade à família e aos amigos de Rodrigo Castanheira, adolescente de 16 anos morto após ser agredido pelo ex-piloto de Fórmula Delta Pedro Turra, 19 anos. Em nota, o MPDFT relembrou ter pedido a prisão de Turra e destacou que analisa uma possível alteração na tipificação do crime.

“O MPDFT acompanhou de forma atenta as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal e requereu a prisão preventiva de Pedro Turra, medida acolhida e mantida pelo Poder Judiciário diante da gravidade dos fatos. Concluída a fase investigativa, o MP analisa, com máximo rigor técnico e jurídico, todas as providências cabíveis, incluindo o oferecimento de denúncia na esfera criminal, com a adequada tipificação penal dos fatos“.

O jovem foi velado neste e enterrado neste domingo (8/2), em cerimônia reservada. Familiares e amigos próximos se reuniram na Igreja Batista Capital, no Setor de Clubes Sul, para dar o último adeus ao estudante.

Homenagem

Mais cedo, colegas dele publicaram um vídeo em que reflete a alegria do rapaz. São momentos de risadas, brincadeiras e abraços

Produzida por colegas e publicada nas redes sociais, a homenagem a Rodrigo transformou lembranças em despedida. O vídeo, montado com fotos e gravações do cotidiano, revela o adolescente como todos o conheciam: leve, brincalhão, sempre rodeado de amigos. “Ele transpirava vitalidade”, escreveu uma amiga. “Era impossível ficar triste perto dele”, comentou outro.

As imagens, que deveriam celebrar apenas a juventude, agora carregam um peso inesperado: são registros de uma vida interrompida cedo demais.

Uma morte que abalou o DF

A morte de Rodrigo chocou moradores do Distrito Federal nesta semana e reacendeu o debate sobre violência entre jovens.

O estudante não resistiu às graves lesões sofridas após uma briga ocorrida em Vicente Pires. Ele foi socorrido em estado crítico, com traumatismo craniano, e permaneceu intubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular em Águas Claras. Apesar dos esforços médicos, morreu em decorrência das complicações.

O principal envolvido no caso, Pedro Arthur Turra Basso, ex-piloto da Fórmula Delta, teve a prisão preventiva decretada e foi detido no dia 30/1. Ele foi encaminhado à 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires). Anteriormente, havia sido liberado após pagamento de fiança. Atualmente está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP), no complexo da Papuda.

Como a briga começou

Segundo a investigação, a confusão teve início na noite do dia 22/1. Testemunhas relataram que o suspeito teria jogado um chiclete mascado em um amigo da vítima. Após provocações, os dois adolescentes passaram a se agredir fisicamente.

Vídeos gravados no local mostram o momento em que um soco faz Pedro bater violentamente a cabeça contra um carro. O impacto o deixou desacordado. Ele chegou a vomitar sangue enquanto era socorrido.

Investigação e novas acusações

O novo pedido de prisão foi solicitado pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT). Durante coletiva de imprensa, o delegado responsável pelo caso, Pablo Aguiar, apresentou detalhes adicionais e afirmou que o investigado já teria se envolvido em outros episódios violentos, incluindo a suposta agressão com uso de taser contra uma adolescente. A defesa contestou as declarações, alegando que a caracterização psicológica do suspeito extrapola a competência policial.

Também vieram à tona registros de ocorrências anteriores, como:

  • agressão em praça pública após desentendimento;
  • briga de trânsito com um motorista de 49 anos;
  • denúncia de coação contra uma adolescente para consumo de bebida alcoólica.

Todos os casos seguem sob investigação. Com a confirmação da morte, a tipificação do crime pode ser alterada para lesão corporal com resultado morte ou até homicídio, o que aumenta a gravidade da acusação e a pena prevista.

Entre risadas gravadas e abraços congelados no tempo, Rodrigo permanece vivo na memória de quem conviveu com ele. O vídeo termina do jeito que começa: com um sorriso. Dessa vez, acompanhado de uma frase simples, que virou despedida coletiva: “ A gente nunca vai esquecer você.”

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