Tio de Rodrigo Castanheira: “Acabaram com uma pessoa maravilhosa”
Flávio Henrique Fleury confirmou morte do sobrinho e lamentou a perda. Rodrigo Castanheira morreu neste sábado, após duas semanas internado
atualizado
Compartilhar notícia

O fisioterapeuta Flávio Henrique Fleury (foto em destaque) se manifestou, na manhã deste sábado (7/2), sobre a morte do sobrinho Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, 16 anos. Rodrigo estava internado desde 22 de janeiro após ser agredido pelo piloto Pedro Arthur Turra Basso, 19, e não resistiu.
Flávio entende que a morte do sobrinho ocorreu por motivo banal. “Acabaram com uma pessoa maravilhosa de forma gratuita”, declarou por meio das redes sociais ao confirmar o óbito. “Não resistiu”, resumiu o tio.
Rodrigo foi agredido por Pedro Turra em 22 de janeiro. Vídeos registrados por colegas de Turra mostram os dois em luta corporal, quando o piloto dá um soco no adolescente que o faz bater a cabeça na porta de um carro.
Ele chegou a vomitar sangue enquanto era socorrido e foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília em Águas Claras (DF) horas depois, onde ficou até este sábado (7/2).
Rodrigo era morador do DF e estudava no Colégio Vitória Régia. Amigos, familiares e jovens da capital realizaram duas vigílias na porta do Hospital Brasília em oração ao rapaz — a última foi realizada nessa sexta-feira (6/2).
O que pode acontecer agora
Com a confirmação da morte do adolescente, a tipificação do crime pode ser alterada para lesão corporal com resultado morte, o que aumenta a gravidade da acusação e a possível pena a ser cumprida pelo piloto Pedro Turra.
A lesão corporal seguida de morte, tipificada no art. 129, §3º do Código Penal brasileiro, ocorre quando o agente tem a intenção de agredir (dolo), mas, por culpa (negligência, imprudência ou imperícia), causa a morte da vítima. É um crime preterdoloso, com pena de reclusão de 4 a 12 anos. O resultado morte deve ser previsível, mas não desejado.
A família de Rodrigo Castanheira pede justiça. Amigos e colegas organizaram homenagens nas redes sociais e vigílias em frente à escola do jovem.
A Polícia Civil, por meio da 38ª DP, relatou o inquérito sobre o caso nessa sexta-feira (6/2).








