MPT cobra do GDF plano de fluxo do transporte coletivo para retorno de atividades

Com a flexibilização da quarentena do coronavírus no DF, o Ministério Público quer evitar mais casos da doença em ônibus e Metrô

Pessoas na Rodoviária do Plano PilotoHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 30/06/2020 11:36

Com a decisão do Governo do Distrito Federal em reabrir todas as atividades no Distrito Federal nos próximos 35 dias, o Ministério Público do Trabalho (MPT) quer um planejamento do fluxo do transporte coletivo, considerando que o fim da quarentena do novo coronavírus vai aumentar o movimento nos ônibus da capital e na Companhia do Metropolitano.

Em documento encaminhado à secretaria de Transporte e Mobilidade do DF, a procuradora do Trabalho Geny Helena Fernandes Barroso Marques demonstra a preocupação com “a exposição dos trabalhadores e também com a propagação dos casos para a população em geral”.

Hoje, ainda com parte da população em isolamento, cerca 500 mil pessoas usam o transporte público da capital diariamente, segundo dados da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). Em fluxo normal, os números ultrapassam 1 milhão.

O plano deve ser encaminhado ainda esta semana do MPT. “Vivemos uma situação grave e que precisa de ação rápida. Estamos dialogando com as empresas de ônibus e com o GDF”, afirmou a procuradora ao Metrópoles.

No ofício, a procuradora ainda determina que a Semob comprove “medidas tomadas, até a presente data, em face das empresas de transporte urbano de passageiros, a fim de garantir a observância de medidas sanitárias voltadas à preservação da saúde dos trabalhadores e usuários do transporte público”.

Nesta terça-feira (30/06), o governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou à coluna Grande Angular que está decidido a reabrir todas as atividades na capital, de escolas públicas e privadas a academias e salões de beleza, no que depender de Ibaneis, tudo estará em pleno funcionamento.

Confira o pedido do MPT:

Despacho MPT-DF by Metropoles on Scribd

O Ministério Público do Trabalho também atua em conjunto com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para garantir a saúde de trabalhadores e usuários do sistema. A Secretaria de Mobilidade e o GDF foram acionados sobre a determinação, mas não tinham respondido até a última atualização desta matéria.

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