MPDFT quer testes de coronavírus para trabalhadores do transporte público
Secretaria de Saúde tem 72 horas para se manifestar sobre pedido. Promotores se dizem preocupados com aumento de infectados
A força-tarefa do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que fiscaliza as ações de combate à pandemia de coronavírus (Covid-19), requisitou, nessa terça-feira (26/05), à Secretaria de Saúde que disponibilize testes rápidos de diagnóstico para os profissionais que atuam no transporte público coletivo.
Segundo o MPDFT, o órgão acompanha o aumento do número de casos entre rodoviários com preocupação. De acordo com a publicação do MPDFT, apesar da obrigatoriedade do uso das máscaras e da adoção de medidas de higienização dos veículos coletivos, passageiros e trabalhadores convivem com o alto risco de infecção, dado o caráter essencial da atividade e a necessidade de contato com grande número de pessoas.
“Nosso principal objetivo é proteger a saúde dos trabalhadores e de todos os usuários do sistema. Dessa forma, se faz necessário o planejamento e a adoção de ações para reduzir a contaminação e preservar a saúde”, afirmou o procurador distrital dos Direitos do Cidadão e coordenador da força-tarefa, José Eduardo Sabo.
A Secretaria de Saúde tem 72 horas para apresentar ao MPDFT informações sobre quando e como os testes estarão disponíveis.
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Na última semana, a força-tarefa encaminhou à Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) sugestões para a operação do transporte público a partir da reabertura das atividades socioeconômicas. O objetivo principal foi proteger funcionários e passageiros. As instruções incluem o gerenciamento da demanda para evitar superlotação, o treinamento de colaboradores na limpeza de superfícies, o uso de equipamentos de proteção, o isolamento de motoristas e cobradores, o distanciamento entre passageiros e o aumento na frequência dos veículos, entre outras medidas.
O estudo foi elaborado pelo Instituto de Fiscalização e Controle (IFC), parceiro do projeto “Como anda meu ônibus?”.
Com informações da Assessoria do MPDFT.













