MPDFT recebe mais de 90 denúncias sobre irregularidades na vacinação contra a Covid-19
Segundo o órgão, 62 denúncias eram de pessoas que foram vacinadas sem fazer parte dos grupos prioritários
atualizado
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O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) recebeu, até essa quinta-feira (4/2), mais de 90 denúncias de irregularidades na aplicação de vacinas contra a Covid-19 na capital da República. Segundo o órgão, 62 delas são referentes a pessoas que foram vacinadas sem fazer parte dos grupos prioritários.
Foram registradas situações suspeitas em, pelo menos, 20 locais de vacinação em diversas cidades do Distrito Federal. O coordenador da força-tarefa, José Eduardo Sabo, esclarece que as denúncias serão enviadas às promotorias de Justiça responsáveis e apuradas de forma rigorosa. “O Ministério Público está atento para que a vacinação ocorra de forma eficiente e seguindo as regras do plano elaborado pela Secretaria de Saúde”, afirmou.
Denuncie
Para denunciar irregularidades na vacinação, o cidadão pode procurar a Ouvidoria do MPDFT. O atendimento é feito pelo telefone 0800 644 9500, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 18h. Também é possível entrar em contato pelo formulário eletrônico.
De acordo com o secretário de Saúde Osnei Okumoto, o Governo do Distrito Federal (GDF) espera disponibilizar, até a próxima terça-feira (9/2), vacinas para idosos de 75 a 79 anos. A ampliação da imunização depende, segundo ele, da chegada de 60 mil doses da CoronaVac.
Não há datas, no entanto, para o início da vacinação de outras fatias do grupo definido como prioritário. “Não sabemos quando o Ministério da Saúde fará as novas entregas. Depende muito da produção das vacinas”, explicou.
Para Okumoto, os imunizantes chegarão mais rápido após a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de simplificar as regras para a aprovação de uso emergencial de vacinas contra a Covid-19. “Vai ficar mais fácil vacinar todas as etapas”, afirmou.
Procurada para comentar as denúncias feitas ao MPDFT sobre irregularidades na vacinação, a Secretaria de Saúde não havia respondido aos questionamentos do Metrópoles até a última atualização desta reportagem.
