MPDFT pede correção de problemas em ciclovia recém-inaugurada em Brasília

Em vistoria realizada pela Rede Urbanidade, foram encontrados problemas como falta de rampas e de iluminação e risco de desabamento

atualizado 18/12/2020 17:09

MDFT pede reparos em Trevo de Triagem NorteMPDFT/Reprodução

A Rede de Promoção da Mobilidade Sustentável e do Transporte Coletivo (Rede Urbanidade), iniciativa da Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb), pediu correção de falhas encontradas em obra recém-inaugurada no Distrito Federal. O grupo do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) enviou à Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) e ao Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) um relatório de vistoria realizada na ciclovia do Trevo de Triagem Norte (TTN) com os pedidos e mudança.

Em 21 de novembro, representantes da Rede estiveram no local para avaliar a ciclovia. Foram encontrados problemas como travessias perigosas, falta de rampas nos cruzamentos, trechos sem interligação, ausência de iluminação, erosão nas bordas da ciclovia e evidências de risco de desabamento da estrutura pavimentada pela falta de obras de contenção.

No relatório, integrantes da Rede alegam que o projeto do TTN não priorizou o transporte público e a mobilidade ativa, como determina a legislação. Segundo a Rede Urbanidade, além dos problemas identificados na ciclovia, há riscos para os pedestres: faltam faixas de segurança e os veículos trafegam em alta velocidade.

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Transporte coletivo

Os integrantes da Rede alegam que a infraestrutura para os usuários de transporte coletivo também é precária: “Os abrigos são pequenos, mal iluminados e não têm acessibilidade. Além disso, faltam faixas exclusivas para ônibus e não há informação sobre como será a integração entre o TTN e o Terminal Multimodal da Asa Norte (TAN)”, informa relatório.

Segundo o promotor de Justiça Dênio Augusto Moura, o complexo viário do TTN é um exemplo de obra executada sem a devida participação da sociedade, especialmente dos adeptos da mobilidade ativa, como ciclistas e pedestres, e dos usuários do transporte coletivo. “A prioridade total assegurada ao transporte individual motorizado não é apenas um erro de projeto, é um caso de evidente descumprimento da legislação de regência, que não pode ser mais ser tolerado no Distrito Federal”, afirmou.

Com informações do MPDFT.

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