MPDFT investiga caso de jovem que morreu após ser medicada em hospital

Alice da Silva, 15 anos, deu entrada na unidade com dores abdominais e, depois de receber medicação, sofreu parada cardiorrespiratória

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atualizado 29/03/2019 17:34

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) vai investigar como foi o atendimento prestado a Alice Mourão da Silva, adolescente de 15 anos que morreu na quarta-feira (27/2), no Hospital Regional de Ceilândia (HRC).

A adolescente chegou à unidade relatando que sentia dores na barriga e, depois de ter sido examinada, recebeu uma dose de buscopan e dipirona. Algum tempo depois, sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.

A promotora Alessandra Morato, da Promotoria de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Próvida) oficiou a direção do HRC para saber detalhes do atendimento prestado à jovem que, de acordo com a família, esperou oito horas para ser examinada.

A direção do hospital terá 48 horas, a partir do recebimento do ofício, para esclarecer o que aconteceu. Além das informações do HRC, a Próvida ouvirá os familiares de Alice e a equipe que estava de plantão no dia dos fatos. O objetivo é descobrir se a morte da jovem foi uma fatalidade, uma falha no atendimento ou, até mesmo, um erro cometido por profissionais de saúde.

A investigação do Ministério Público só será concluída, entretanto, depois que o laudo do Instituto Médico Legal (IML) estiver pronto. “As informações que temos são preliminares, mas é parte das nossas atribuições investigar o que de fato aconteceu e se cabe responsabilização penal ”, explica Alessandra Morato.

Polícia
Uma ocorrência foi registrada na 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) pelos familiares da jovem, que moram em Águas Lindas (GO), município goiano localizado no Entorno do Distrito Federal. Eles alegam ter recorrido a quatro unidades públicas de saúde em busca de atendimento para Alice.

“Os envolvidos foram ouvidos. Além disso, a equipe médica forneceu o prontuário de atendimento da paciente ao delegado de plantão”, afirmou a corporação, informando que irá investigar o caso.

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