Adolescente de 15 anos morre após ser medicada em hospital do DF

Óbito foi confirmado pela direção do Hospital Regional de Ceilândia. Jovem deu entrada na unidade reclamando de dores abdominais

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atualizado 29/03/2019 13:11

Uma adolescente de 15 anos morreu após ser medicada no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), nessa quarta-feira (27/3). De acordo com a direção da unidade, Alice Mourão da Silva (foto em destaque) deu entrada na unidade de saúde reclamando de dores abdominais de intensidade moderada há três dias, além de vômito.

O médico plantonista do hospital, então, teria solicitado um exame de raios X no abdômen da jovem, mas, segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), “não constatou qualquer alteração”.

Ainda de acordo com a pasta, o profissional fez avaliação clínica na adolescente e perguntou se Alice tinha alergia a medicamentos. Ao médico, a jovem negou ter alergia a qualquer remédio, conforme informou a secretaria por meio de nota.

“Diante do relato, o médico prescreveu Dipirona 1 g escopolamina (Buscopam), no intuito de cessar a dor. Algum tempo após a medicação, a paciente entrou em parada cardiorrespiratória. O médico iniciou as manobras de ressuscitação com a paciente na sala vermelha, mas não teve sucesso e infelizmente ela veio a óbito”, explicou a direção do HRC, por meio da Secretaria de Saúde.

A adolescente morreu às 21h35 de quarta (27). A pasta acrescenta que “no prontuário, consta, ainda, que a família alega desconhecer qualquer alergia da paciente ao medicamento”.

Uma ocorrência foi registrada na 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) pelos familiares da jovem, que moram em Águas Lindas (GO), município goiano localizado no Entorno do Distrito Federal. Eles alegam ter recorrido a quatro unidades públicas de saúde em busca de atendimento para Alice.

Procurada pela reportagem, a PCDF informou que a unidade policial levou o corpo da garota para o Instituto de Medicina Legal (IML), “a fim de que este possa ser avaliado e seja descoberta a causa da morte”.

“Os envolvidos foram ouvidos. Além disso, a equipe médica forneceu o prontuário de atendimento da paciente ao delegado de plantão”, afirmou a corporação, informando que irá investigar o caso.

 

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