MP questiona condições de funcionamento de hospital acoplado ao HRSam
Foram constatados problemas na inspeção realizada pelo MPDFT em 17 de maio, em especial quanto ao número de leitos disponibilizados

A força-tarefa de acompanhamento à Covid-19 do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) requisitou à Secretaria de Saúde do DF esclarecimentos sobre o funcionamento do hospital acoplado construído como extensão do Hospital Regional de Samambaia (HRSam).
Foram constatados problemas na inspeção realizada pelo MPDFT em 17 de maio, em especial quanto ao número de leitos que podem efetivamente ser disponibilizados para o adequado funcionamento da nova unidade.
Em ofício
Além disso o Ministério Público aponta que não existem, na estrutura do hospital acoplado, salas para atendimento de urgências e emergências. “Diante do aumento do número de leitos, é preciso uma ampliação compatível com a nova demanda. Com a vistoria, verificamos a necessidade da adoção de providências na estrutura e a designação de recursos humanos”, ressalta relatório do MPDFT.

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Ver todasLaboratório e lavanderia
A inspeção verificou ainda que não há laboratório ou lavanderia no prédio novo, de modo que será necessário utilizar a estrutura do hospital principal. O MPDFT afirma que o prédio do HRSam não tem capacidade disponível para prestar esses serviços aos novos pacientes, considerando a sobrecarga em razão da demanda já existente.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFConforme o Ministério, é necessário destinar área para repouso e refeitório aos profissionais que trabalharão na nova estrutura. Devido à pandemia, deve-se evitar o cruzamento de fluxo entre servidores que prestam assistência a pacientes com Covid-19, que será realizada no acoplado, e aqueles que atendem o público não infectado pelo novo coronavírus.
A SES também deverá adotar providências para a reforma da entrada do prédio, de forma permitir o acesso de ambulâncias, e adequar o espaço usado para transporte de pacientes entre as duas áreas do hospital. “A falta de um trajeto completamente coberto para levar os pacientes do Acoplado para o hospital torna necessário que esse transporte seja realizado por uma ambulância, aumentando o tempo e o custo do transporte, além dos riscos ao paciente”, aponta o relatório.



