Motorista de app é condenado por mostrar partes íntimas a passageira

Caso aconteceu em trajeto entre Samambaia e Ceilândia, e réu foi condenado em decisão recente. Vítima chegou a quebrar cotovelo e tornozelo

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Andre Borges/ Esp. Metrópoles
Duas vítimas foram assaltadas pelo suposto motorista de app. Policiais civis localizaram dólares, euros, mala e o notebook de uma delas - Metrópoles
1 de 1 Duas vítimas foram assaltadas pelo suposto motorista de app. Policiais civis localizaram dólares, euros, mala e o notebook de uma delas - Metrópoles - Foto: Andre Borges/ Esp. Metrópoles

Um motorista por aplicativo foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) por importunação sexual e lesão corporal grave contra uma passageira. De acordo com a denúncia, o autor mostrou partes íntimas para a vítima, praticou ato de cunho sexual e tentou evitar que ela saísse do carro, o que a fez pular do veículo em movimento.

O autor, que não teve o nome divulgado, foi condenado a dois anos de reclusão em regime aberto. Ele poderá ainda ter suspensão da pena caso não seja reincidente em crime doloso.

O caso

O crime aconteceu em abril de 2022, quando a vítima solicitou uma corrida de Ceilândia (DF) até Samambaia (DF). Durante o trajeto, o motorista fez comentários obscenos, expôs partes íntimas para ela e praticou ato de cunho sexual enquanto olhava a mulher pelo retrovisor.

A vítima, então, começou a pedir socorro a um amigo via WhatsApp e pediu para descer em um posto de combustível. O motorista chegou a parar no posto, onde o amigo da mulher a aguardava para socorrê-la.

Quando o amigo da mulher perguntou ao motorista o que havia ocorrido, ele arrancou com o carro com a porta a aberta, antes de a vítima conseguir descer. Com medo, ela pulou do carro em movimento, e o acusado fugiu sem prestar socorro.

A vítima fraturou o cotovelo e o tornozelo, ficando 30 dias em recuperação.

A defesa do réu afirmou que não havia provas do caso e que ele acelerou o carro por pensar que se tratava de uma tentativa de assalto. A 1ª Turma Criminal do TJDFT analisou o recurso e rejeitou os argumentos.

“O réu agiu com dolo eventual, tendo consciência das consequências dos seus atos”, afirmou o desembargador relator do processo. O juiz e os demais magistrados votaram pela condenação do réu.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?