Morte de bebê em creche no DF completa 1 mês: “Vazio que não tem nome”

Laura Rebeca Ribeiro dos Santos, de apenas 1 ano e 4 meses, morreu enforcada após ficar presa no cinto do bebê conforto

atualizado

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laura rebeca 2
1 de 1 laura rebeca 2 - Foto: Reprodução

A morte da pequena Laura Rebeca Ribeiro dos Santos, de 1 ano e 4 meses, completou um mês nesse domingo (11/1). A menina morreu enforcada em 11 de dezembro após ficar presa no cinto do bebê conforto em uma creche irregular, em Ceilândia.

A cabeleireira e empreendedora Lorrany Stephane usou as redes sociais para publicar um relato emocionante sobre filha.

“Hoje faz exatamente um mês que a minha Laura se foi. Um mês desde que o meu mundo mudou para sempre. Um mês aprendendo a respirar com um vazio que não tem nome”, lamentou.

Na publicação, ela descreve a dor contínua e o esforço diário para seguir com a rotina. Segundo o relato, o sofrimento não diminuiu com o passar do tempo, mas assumiu novas formas.

“A dor não diminuiu. Ela apenas mudou de lugar”, escreveu. A mãe afirma que há dias em que consegue sorrir, enquanto em outros o desafio é apenas sobreviver emocionalmente.

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Morte de bebê em creche no DF completa 1 mês: “Vazio que não tem nome” - imagem 2
Creche improvisada onde Laura foi deixada não tinha autorização para funcionar e atendia várias crianças ao mesmo tempo
Bebê morreu asfixiada em bebê-conforto dentro de uma casa que funcionava como creche irregular, em Ceilândia
Mãe disse ter confiado na indicação da cuidadora, que prometeu câmeras, envio de fotos e experiência com crianças.
Lorrany Stephane desabafou após a morte da filha Laura, de 1 ano e 8 meses, em creche improvisada no Setor O
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Lorrany Stephane desabafou após a morte da filha Laura, de 1 ano e 8 meses, em creche improvisada no Setor O

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Morte de bebê em creche no DF completa 1 mês: “Vazio que não tem nome” - imagem 2
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Creche improvisada onde Laura foi deixada não tinha autorização para funcionar e atendia várias crianças ao mesmo tempo
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Creche improvisada onde Laura foi deixada não tinha autorização para funcionar e atendia várias crianças ao mesmo tempo

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Bebê morreu asfixiada em bebê-conforto dentro de uma casa que funcionava como creche irregular, em Ceilândia
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Bebê morreu asfixiada em bebê-conforto dentro de uma casa que funcionava como creche irregular, em Ceilândia

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Mãe disse ter confiado na indicação da cuidadora, que prometeu câmeras, envio de fotos e experiência com crianças.
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Mãe disse ter confiado na indicação da cuidadora, que prometeu câmeras, envio de fotos e experiência com crianças.

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A postagem destaca ainda a decisão de não se isolar e de tornar pública a experiência do luto como forma de homenagem à filha.

De acordo com Lorrany, viver passou a ser um ato de resistência e uma maneira de honrar a memória de Laura, mesmo diante da dor. “Minha filha vive em mim. Em cada passo, em cada sonho, em cada recomeço”, afirmou.

A morte da bebê

O caso aconteceu na QNO 6 conjunto P no Setor O, em Ceilândia (DF). Laura estava na casa de uma cuidadora quando o incidente ocorreu. A mulher recebia crianças e fazia do próprio lar uma creche clandestina.

A mãe da menina precisou deixar a criança em um local inapropriado para poder ir trabalhar. Foi a primeira vez que a criança ficou aos cuidados de terceiros. Normalmente, a criança ficava com parentes, mas naquele dia ninguém pôde ficar com a menina. Laura aguardava uma vaga na creche pública quando morreu em creche privada clandestina.

De acordo com informações preliminares, a menina teria ficado presa ao cinto do bebê conforto, enquanto dormia. Quando a família da criança chegou ao local, o corpo da bebê estava sobre o sofá da casa. A avó da menina, Aparecida Maria, de 51 anos, relatou que a criança era estava com um grande hematoma no pescoço e com sangue no nariz.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito da criança no local.

Investigação

O caso foi investigado pela 24ª Delegacia de Polícia (Setor O). O inquérito foi concluído na semana passada. A Polícia Civil não deu detalhes.

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