“Estou sem chão”, diz mãe de bebê que morreu enforcada em creche no DF. Veja vídeo
A mãe relatou que esta foi a primeira vez que ela deixou a filha sob os cuidados de uma pessoa desconhecida, porque precisava trabalhar
atualizado
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Mãe da bebê Laura Rebeca Ribeiro dos Santos, de 1 ano e 4 meses, que morreu enforcada por um cinto do bebê-conforto, a cabeleireira Lorrany Stephane fez um desabafo emocionado nas redes sociais. Ela detalhou como foram os últimos minutos com a filha e como recebeu a notícia da morte da pequena. “Estou sem chão e acabada por dentro”, disse.
Lorrany relatou que esta foi a primeira vez que deixou a filha sob os cuidados de uma pessoa desconhecida, porque precisava sair para trabalhar.
“A Laura nunca ficou com pessoas desconhecidas, e eu nunca tinha deixado ela em uma creche, mas ontem minha vó saiu e eu não tinha como deixar ela com minha mãe e nem com meu filho de 9 anos, por ser uma criança. Eu precisava sair para trabalhar e fui atrás dessa cuidadora. Foi até uma moça do salão que me indicou, dizendo que ela era referência, e a casa dela tinha câmera, que eu podia deixar lá e confiar. Aí ela [a cuidadora] falou que eu não precisava me preocupar, que me mandaria fotos da Laura”, explicou.
“Eu nem imaginava o que estava por vir, eu nunca teria levado minha filha para lá”, desabafou aos prantos.
Veja o relato da mãe:
A mãe da bebê afirmou que Laura era uma criança saudável e estava bem quando foi deixada na casa da cuidadora, que funcionava como uma creche. O bebê-conforto onde a criança se enforcou não era dela, segundo a genitora.
“Quando eu estava atendendo uma cliente, outra moça que trabalha comigo falou para eu correr para o salão, porque a Laura havia se machucado com o cinto do bebê-conforto, que não era da Laura. Eu só tinha levado um carrinho grande e espaçoso, e eu nunca precisei botar cinto nela”, explicou.
Lorrany não tinha noção de que o machucado teria provocado a morte da filha. “Eu fui achando que ela só teria se machucado e, no máximo, era um corte que precisava de pontos. Quando eu cheguei lá, o Samu já estava tentando reanimar ela. Aquilo acabou comigo”, contou.
A mãe da jovem falou sobre algumas versões apresentadas pela cuidadora. “A cuidadora falou que não sabia a rotina dela e achou que ela estava dormindo e, quando pegou a Laura, ela estava desacordada. Ela contou outras versões que ela estava virada, e outra que precisou sair e deixar ela com o marido.”
Em luto, Lorrany disse confiar nas investigações e clama por justiça. “A perícia vai dizer tudo, e tudo que eu quero é justiça. A gente confia em deixar os nossos filhos lá, porque precisa trabalhar, e agora estou sem minha filha.”
Morte da bebê
Uma bebê de apenas 1 ano e 4 meses morreu, na tarde desta quinta-feira (11/12), enquanto estava sob supervisão de uma cuidadora. O caso aconteceu na QNO 6, conjunto P, no Setor O, em Ceilândia. Ela estava na residência da cuidadora quando o incidente ocorreu.
De acordo com informações preliminares, a menina teria ficado presa ao cinto da cadeirinha, conhecida como bebê-conforto, enquanto dormia e morrido asfixiada.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito da criança no local.
O local foi preservado pela Polícia Militar até a chegada da Polícia Civil do DF. O caso é investigado pela 24ª DP.








